A análise de Nuno Rogeiro sobre os temas que marcam a atualidade internacional. Todos os domingos, Leste/Oeste na SIC Notícias e em podcast
Episódios
No Leste/Oeste desta semana, Nuno Rogeiro analisa as consequências geopolíticas do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim, destacando o impacto direto sobre Taiwan, que surge como um dos principais perdedores estratégicos num contexto de reforço da chamada “ambiguidade estratégica” norte-americana. Em paralelo, a guerra na Ucrânia intensifica-se, com a Rússia a lançar milhares de drones, bombas guiadas e mísseis contra território ucraniano, enquanto Kyiv responde com ataques em profundidade contra infraestruturas militares, industriais e energéticas no Oblast de Moscovo, na Crimeia e noutras regiões russas. Nesta emissão de 17 de maio, na SIC Notícias, Nuno Rogeiro acompanha ainda o aumento da tensão no Mar Báltico, onde a NATO reforça presença militar perante a atividade naval russa e o crescimento da sensação de ameaça entre os países do leste europeu e escandinavos.
A Europa tenta organizar-se face à imprevisibilidade americana. Ninguém quer cortes com Washington, mas apenas defesa de uma União que precisa de se assumir como actor internacional e protector dos seus cidadãos. Em Bruxelas, o SIAC, (mecanismo comum dos serviços secretos civis e militares da União Europeia), reuniu-se com representantes da CIA presentes para analisar o relatório sobre ameaças. Da Alemanha chega o relatório “Sparta 2.0”, que relembra a necessidade europeia de 500 mil milhões de Euros em equipamentos que ainda não tem, ou que ainda não possui em quantidade suficiente. No fim deste processo, a UE, associada a aliados como o Reino Unido, o Canadá, a Austrália e o Japão, possuirá uma potência equivalente à dos EUA, com excepção da quantidade de ogivas nucleares. A UE planeia gastar em defesa, até 2035, cerca de 7 triliões de Euros. Ouça a análise de Nuno Rogeiro na versão podcast do programa Jogos de Poder, emitido na SIC Notícias a 12 de maio.
Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aqui
Num programa de análise geopolítica marcado pela atualidade internacional, o analista Nuno Rogeiro percorreu os principais focos de tensão global: o impasse no Golfo Pérsico, onde o Irão respondeu — de forma considerada insuficiente pelos EUA — à proposta de paz americana, transmitida através do Paquistão; os confrontos navais no Estreito de Ormuz, com ataques a contratorpedeiros americanos e a petroleiros iranianos; a guerra na Ucrânia, onde uma alegada trégua de três dias decretada por Moscovo foi violada com dezenas de ataques registados; e a Parada da Vitória russa, descrita como uma "mini parada" humilhante, sem aliados de relevo presentes e com a sombra de Prigojin a ressurgir nas ruas de São Petersburgo. Em paralelo, foram analisadas as movimentações da NATO na Europa, a crise política no Reino Unido com a ascensão do partido de Nigel Farage, o encontro entre Trump e Lula da Silva, e um surto viral a bordo de um navio de cruzeiro que a OMS garantiu não ser o início de uma nova pandemia.
As altas tensões na região do Golfo continuam. Project Freedom é o nome que o Comando Central dos EUA dá à nova operação militar que pode vir a ter um capítulo ofensivo, como de escolta naval armada para permitir o desbloqueamento do Golfo e do Estreito de Ormuz. Quantos navios de combate têm as forças norte-americanas na área? Podemos estar à beira da Segunda Guerra do Golfo, agora com o nome de Projecto Liberdade? Ouça o comentário de Nuno Rogeiro na versão podcast do programa Jogos de Poder, emitido na SIC Notícias a 5 de maio.
Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aqui
Mais uma semana passou sem qualquer resolução do conflito no Irão, a economia mundial continua a sofrer com os impedimentos no estreito de Ormuz e as negociações mantêm-se num impasse. Apesar da situação permanecer inalterada, a visita diplomática do Rei Carlos III aos EUA não passou despercebida. Nos seus múltiplos discursos, o monarca inglês não poupou nas críticas a Donald Trump e recordou a importância da separação dos poderes - quer seja numa monarquia ou num regime presidencialista. Enquanto no Irão, há informações partilhadas pelo regime que falam do uso de mísseis hipersónicos por parte dos americanos.
Embora a indeterminação do estado do mundo causados pelos conflitos geopolíticos, Nuno Rogeiro destaca também a viagem de um satélite português que está neste momento a caminho do espaço e que partiu do EUA. No fecho do programa, há tempo para algumas recomendações culturais. Ouça aqui o Leste/Oeste na versão podcast, emitido na SIC Notícias a 3 de maio.
Está o Irão mesmo à beira do colapso? Após o bloqueio, os dias encaminham-se para uma “crise paralisante”? As respostas a estas perguntas dependem, em grande parte, dos planos diplomáticos, políticos e militares. De um lado, EUA, Israel e o Conselho de Cooperação do Golfo; do outro, o Irão. Os planos para evitar o colapso total da sua economia estão a resultar? Onde pode o Irão guardar o petróleo não exportado? Pode ainda parar a produção, se não tiver forma de armazenar? Ouça o comentário de Nuno Rogeiro na versão podcast do programa Jogos de Poder, emitido na SIC a 28 de abril.
Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aqui
No rescaldo do jantar dos correspondentes da Casa Branca, Nuno Rogeiro analisa a tentativa de intrusão armada que agitou Washington: “A principal falha foi na prevenção.” Um homem da Califórnia conseguiu entrar com armas num hotel a menos de dois quilómetros da Casa Branca, onde se encontravam reunidos membros do governo, do Congresso, grandes empresários e figuras dos media. O FBI investiga sem ainda estabelecer uma ligação a grupos organizados ou ideologia definida. No Médio Oriente, as negociações entre os EUA e o Irão falharam em Islamabade, com as equipas americanas já há dez dias no Paquistão à espera de um acordo que não chegou. Nuno Rogeiro avalia ainda o estado do poder aeronaval americano no Golfo, com múltiplos porta-aviões em posição, e revela o desgaste significativo do arsenal americano: “Já foram gastos pelo menos 50% dos mísseis Tomahawk neste teatro de operações.” Internamente, o Irão debate-se com um bloqueio naval asfixiante, uma carta confidencial dos seus próprios líderes a alertar Khamenei para o desastre económico, e curiosos argumentos esotéricos para justificar a ausência pública do Líder Supremo. Por fim, no contexto do 25 de abril, uma entrevista aprofundada sobre as FP-25, com João Paulo Ventura, da Polícia Judiciária. O Leste/Oeste foi emitido na SIC Notícias a 26 de abril.
Para ver a versão vídeo deste episódio clique aqui
* A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa
Os EUA possuem já uma equipa de apoio diplomático em dois hotéis de Islamabad e espera-se a chegada do trio Vance, Witkoff e Kushner. No entanto, os responsáveis iranianos ainda não decidiram comparecer ao encontro. Com todos os sinais a indicar uma retomada das ações militares, o que o Irão pretende com esta não resposta aos avanços norte-americanos? Ao mesmo tempo que proclama negociações, a administração americana reforça a presença no Golfo, incluindo nessa presença fuzileiros. Estará o cessar-fogo próximo do fim? Ouça a análise de Nuno Rogeiro na versão podcast do programa Jogos de Poder, emitido na SIC a 21 de abril.
Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aqui
Neste episódio de Leste/Oeste, Nuno Rogeiro analisa a fragilidade do cessar-fogo entre Israel e o Líbano, questionando a viabilidade de uma paz duradoura sem a inclusão do Hezbollah nas negociações e os riscos de um efeito dominó no Médio Oriente. O comentador aborda ainda a evolução política na Hungria, com sinais de mudança que podem influenciar o equilíbrio europeu. No Golfo, o Irão apresenta sinais contraditórios, alternando entre demonstrações de recuperação militar e negações de acordos com os Estados Unidos, num contexto de elevada incerteza. Washington ajusta a sua estratégia global, reforçando compromissos na NATO e na Ucrânia, enquanto avalia cenários no Ártico e no Médio Oriente. O alegado bloqueio no Estreito de Hormuz levanta dúvidas quanto à sua eficácia e impacto energético. O analista residente da SIC aborda também a posição do Vaticano sobre a guerra, o papel crescente da China na tecnologia estratégica e os sinais de pressão na economia russa, traçando um retrato de um sistema internacional em tensão crescente. O Leste/Oeste foi emitido na SIC Notícias a 19 de abril.
Como está a ser esta espécie de bloqueio ao Golfo Pérsico? Um bloqueio que causou trânsito no canal, que é feito de águas territoriais de dois países, Irão e Omã. Abdolnasser Hemmati, governador do Banco Central do Irão afirma: “Serão precisos 10 a 12 anos para reconstruir a economia. Haverá, a curto prazo, mais de 100% de inflação e 2 milhões de novos desempregados”. Pode ser isto que levará o Irão novamente à mesa das negociações? Na Hungria, ainda se fazem sentir os ecos do triunfo em Budapeste com a vitória eleitoral de Peter Magyar. O que esperar desta reviravolta política húngara e de que modo se vai refletir na Europa? Ouça o comentário de Nuno Rogeiro na versão podcast do programa Jogos de Poder, emitido na SIC a 14 de abril.
O surgimento de Péter Magyar como adversário direto de Orbán e possível vencedor das eleições na Hungria foi um dos principais destaques do Leste/Oeste de Nuno Rogeiro. O comentador analisa a ascensão de Magyar e a erosão gradual da hegemonia de Viktor Orbán, salientando a interferência externa por parte da Rússia e dos EUA.
No Médio Oriente a situação continua tensa, apesar do cessar-fogo. O diretor da Agência Internacional da Energia Atómica diz que não existem provas que o Irão tenha o seu plano nuclear ativo, mas isso não parece demover Donald Trump que entretanto anunciou que iria bloquear todos os movimentos no Estreito de Ormuz. Qual é o papel da NATO neste conflito? O Leste/Oeste foi exibido na SIC Notícias a 12 de abril.
O Paquistão está a ser palco de conversas e negociações com o objetivo principal de conter a escalada das tensões no Médio Oriente. No entanto, o quadro envolvente permanece composto somente de ultimatos e de reforço militar. Com o Egito, Turquia, Paquistão e Arábia Saudita reunidos e a postos para conversações, a realidade é que nem o Irão ou os EUA se sentaram à mesa das negociações. De que serve esta cooperação entre atores geopolíticos de relevo do Médio Oriente no controlo do conflito na região? Ouça o comentário de Nuno Rogeiro na versão podcast do programa Jogos de Poder, emitido na SIC a 31 de março.
"A verdade nua e crua": é assim que Nuno Rogeiro descreve o caos da política internacional e a ameaça cada vez mais real de conflitos armados – da instabilidade no Médio Oriente à tensão latente entre superpotências no Mar Cáspio. No mais recente episódio do "Leste Oeste", Rogeiro traça a atualidade como palco onde "os centros de poder geralmente não falam entre si ou não se entendem", arrastando o globo para um estado de "guerra, mesmo que não lhe chamem guerra". Em conversa com especialistas e através de uma análise meticulosa – "Nada melhor do que uma imagem para nos fazer entrar dentro da realidade" – o programa avança desde os bastidores do Congresso do PS, ecoando o apelo a “Forças Armadas valorizadas” e “defesa do multilateralismo”, até à contagem decrescente para o lançamento de satélites portugueses: “Estamos à beira de um lançamento em que, à boleia... vão vários satélites portugueses de uso duplo.”
As atuais “negociações de paz secretas” no Médio Oriente existem mesmo? Haverá, de facto, uma Delcy Rodríguez em Teerão, ou trata-se de uma operação psicológica à espera da nova vaga? A realidade é que o conflito entre os EUA e o Irão continua a ramificar-se e a originar danos colaterais por todo o mundo, muito graças aos percalços no estreito de Ormuz. O que se pode prever dos próximos passos no escalar das tensões? Ouça a análise de Nuno Rogeiro na versão podcast do programa Jogos de Poder, emitido na SIC a 24 de março .
Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aqui
Chegámos à quarta semana de conflito no Médio Oriente. No Leste/Oeste em podcast, Nuno Rogeiro analisa os mais recentes desenvolvimentos da guerra que coloca EUA e Israel contra o Irão. O comentador alerta que existem cerca de 5000 fuzileiros americanos a caminho do Golfo, mas ainda não se sabe com que propósito militar. Ainda sem fim à vista, Trump alega ter destruído completamente o seu alvo e até “já se vendem nos Estados Unidos medalhas para comemorar”. A Europa continua à procura da melhor forma de lidar com o presidente norte-americanos, e o primeiro-ministro finlandês tem em curso uma proposta de colaboração: “nós, europeus, ajudamos os EUA no Golfo e eles ajudam-nos na Ucrânia”. Será que os aliados do Atlântico Norte vão chegar a um acordo para evitar o agravamento da crise energética e económica? O programa foi emitido na SIC Notícias a 22 de março.
Vários elementos importantes do regime iraniano foram mortos nos ataques dos EUA e Israel. Entretanto, o Estreito de Ormuz continua bloqueado pelo Irão e garantir o controlo total desta rota estratégica de petróleo vai permitir atenuar o aumento do preço dos combustíveis em todo o mundo. Trump já pediu ajuda aos aliados ocidentais, mas a Europa parece fazer-lhe frente pela primeira vez. No Jogos de Poder em podcast, Nuno Rogeiro analisa o agravamento das tensões no Médio Oriente, com a nova fase da operação militar de Israel e EUA contra o Irão, emitido na SIC a 17 de março.
Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aqui
Esta semana no “Leste Oeste”, Nuno Rogeiro analisa em detalhe os impactos do conflito no Irão, com particular destaque para o aumento do preço dos combustíveis. Quando o comentador é questionado se Portugal estará preparado para uma crise energética, responde: “teoricamente sim, na prática não”. Recorda a resposta nacional durante a pandemia e o apagão e apela para que “mais do que um gabinete de crise para este tipo de emergências, nós temos de ter um grande acordo, como nós chamamos 'acordo de regime', entre os vários partidos parlamentares”.
O comentador destacou ainda o contexto internacional, com foco nos recentes ataques à infraestrutura iraniana, as estratégias adotadas tanto pelo Irão como pelos Estados Unidos, e as repercussões na estabilidade dos países árabes vizinhos. Rogeiro foi taxativo perante o panorama militar, ao afirmar que “a destruição da Força Aérea iraniana parece ser um elemento que caracteriza este fase da guerra”, apresentando dados sobre a perda de capacidade operacional do Irão. O debate foi complementado por análises à postura da União Europeia e à sua defesa aérea.
Este programa foi emitido na SIC Notícias a 15 de março, ouça aqui a análise em podcast. A sinopse deste episódio foi gerada com o apoio de inteligência artificial. Saiba mais sobre a aplicação desta tecnologia nas redações do Grupo Impresa a partir deste link.
O conflito no Irão continua. Um dos problemas da operação americana é a flutuação dos seus objectivos bélicos: primeiro era o nuclear e a ajuda aos manifestantes; depois a destruição de toda a capacidade ofensiva do Irão; passou para a eliminação do seu pessoal dirigente; para agora ser a destruição de mísseis e da marinha. Mas o que é que ainda há para destruir? Ainda não acabou a Guerra Pérsica, mas já se fala nas suas consequências, até mesmo para Portugal e para o bolso dos portugueses. O que esperar da escalada das tensões no Médio Oriente? Ouça o comentário de Nuno Rogeiro na versão podcast do programa Jogos de Poder, emitido na SIC a 10 de março.
Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aqui
Num momento de grande tensão no Médio Oriente, Nuno Rogeiro analisa no Leste Oeste o que pode estar a mudar no Irão e no equilíbrio estratégico da região. Depois de rumores sobre a sucessão do Líder Supremo, com o nome de Mojtaba Khamenei a surgir como possível herdeiro, multiplicam-se sinais de instabilidade política e militar dentro do regime, enquanto ataques israelitas e operações militares fragilizam estruturas da Guarda Revolucionária. Rogeiro acompanha também a evolução da guerra no ar e no mar: ataques a bases iranianas, perdas aeronavais, destruição de navios e a crescente presença militar norte-americana na região. Em paralelo, discute-se a hipótese de forças insurgentes e minorias, como os curdos, poderem ter um papel num eventual cenário de mudança de regime. A crise estende-se aos países árabes do Golfo, alguns deles atingidos por mísseis ou drones iranianos, apesar das declarações conciliatórias de Teerão. Analistas e testemunhos no terreno ajudam a perceber o impacto político e psicológico desses ataques. Nesta emissão de 08 de março na SIC Notícias, o comentador observa ainda a posição ambígua da Turquia, a resposta militar europeia e as implicações para Portugal e Espanha no contexto da cooperação com os Estados Unidos. Com as atenções do mundo voltadas para a “Guerra na Pérsia”, a Ucrânia tenta aproveitar o desvio estratégico, enquanto a China realiza importantes conferências políticas que podem influenciar o tabuleiro global.
Começou uma internacionalização do conflito no Médio Oriente. Com os ataques norte-americanos ao Irão, uma corrente de novas ofensivas lançadas sobre outros países do Golfo teve início. O Irão, bem como as suas frotas, saiu bastante enfraquecido após os ataques. Contudo, vítimas já foram registadas do lado americano também, sendo verificadas mortes em bases no Kuwait. Por onde se pode expandir este conflito e que complicações podem advir das novas tensões militares? Ouça o comentário de Nuno Rogeiro na versão podcast do programa Jogos de Poder, emitido na SIC a 3 de março.
Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aqui