Episódios
Neste episódio do Sobre Carris, viajamos até ao sul de França para acompanhar de perto a primeira grande operação ferroviária privada no país. A bordo de um comboio operado pela Transdev, entre Marselha e Nice, conhecemos o que mudou nesta concessão realizada pela Região Sul Provença-Alpes-Côte D'Azur, num contrato de 10 anos e 900 milhões de euros que marca o fim do monopólio da SNCF nesta rota costeira. Sob o lema "Tudo muda, menos a vista", discutimos o que realmente mudou para o passageiro: desde a integração total da bilhética com a rede nacional até ao dobro da oferta de comboios.
Exploramos ainda os bastidores da operação, incluindo o novo papel do "Agente de Relação Cliente" e a resistência inicial dos trabalhadores na transição entre o público e o privado. O episódio leva-nos também ao interior das novas oficinas de manutenção em Nice, onde descobrimos como um investimento público de 36 milhões de euros transformou um edifício degradado num centro tecnológico capaz de elevar comboios de 20 toneladas.
O Sobre Carris viajou a convite da Transdev Portugal.
A mobilidade sustentável assume um papel central nas agendas nacional e europeia e a ferrovia volta a afirmar-se como eixo estruturante do desenvolvimento económico, territorial e ambiental. Em Portugal, os investimentos em modernização da rede, electrificação, alta velocidade e reforço da intermodalidade colocam o sector ferroviário no centro da transformação do sistema de transportes. É neste contexto que a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto promoveu, no dia 27 de Abril de 2026, um seminário dedicado ao futuro da ferrovia que pretende dar visibilidade ao trabalho científico e tecnológico desenvolvido nos últimos anos. Neste episódio fazemos um resumo do que de mais importante foi dito nas FEUP Rail Talks.
A mobilidade sustentável assume um papel central nas agendas nacional e europeia e a ferrovia volta a afirmar-se como eixo estruturante do desenvolvimento económico, territorial e ambiental. Em Portugal, os investimentos em modernização da rede, eletrificação, alta velocidade e reforço da intermodalidade colocam o setor ferroviário no centro da transformação do sistema de transportes. É neste contexto que a FEUP promoveu, no dia 27 de abril de 2026, com o apoio do Jornal PÚBLICO, um seminário dedicado ao futuro da ferrovia que pretende dar visibilidade ao trabalho científico e tecnológico desenvolvido nos últimos anos, a partir de dois painéis que reúnem personalidades do panorama nacional com responsabilidade no setor. Neste painel dedicado às "Políticas Públicas, Sustentabilidade e Mercado Ferroviário: Desafios, Investimento e Futuro", e moderado pelo jornalista Carlos Cipriano, participaram Pedro Moreira, Presidente da CP – Comboios de Portugal, Carlos Fernandes, Vice-Presidente da IP - Infraestruturas de Portugal, e Rui Calçada, Diretor da FEUP.
A mobilidade sustentável assume um papel central nas agendas nacional e europeia e a ferrovia volta a afirmar-se como eixo estruturante do desenvolvimento económico, territorial e ambiental. Em Portugal, os investimentos em modernização da rede, eletrificação, alta velocidade e reforço da intermodalidade colocam o setor ferroviário no centro da transformação do sistema de transportes.
É neste contexto que a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto promoveu, no dia 27 de abril de 2026, com o apoio do Jornal PÚBLICO, um seminário dedicado ao futuro da ferrovia que pretende dar visibilidade ao trabalho científico e tecnológico desenvolvido nos últimos anos, a partir de dois painéis que reúnem personalidades do panorama nacional com responsabilidade no setor. Neste painel com o título "Da Investigação à Solução: inovação, engenharia e colaboração para transformar a ferrovia", e moderado pelo jornalista Ruben Martins, participaram Manuel António Pereira, Presidente do Centro de Competências Ferroviário, Bernardo Begonha do Grupo SERMEC e Nuno Freitas, CEO da NomadTech.
Neste episódio do Sobre Carris, começamos com o impasse na Linha do Oeste, onde o troço entre Caldas da Rainha e Meleças continua encerrado após tempestades do início do ano, sem obras de vulto no terreno e com uma resposta da Infraestruturas de Portugal (IP) vaga e demasiado burocrática. É evidente o contraste entre a propaganda do "milhão de passes ferroviários verdes vendidos" e a falta diária de material circulante e de mais pessoal qualificado nas oficinas. Isto quando já está anunciado um novo passe intermodal nacional onde devem estar todos os operadores com obrigações de serviço público.
Fora de portas, o Sobre Carris viaja até aos Alpes Franceses para dar a conhecer o "Comboio das Pinhas", onde a locomotiva portuguesa E211, com mais de 100 anos, continua em plena actividade turística. A segunda parte é dedicada a Alcázar de San Juan, na região de Castela-La Mancha, em Espanha. A importância histórica deste grande nó ferroviário, a sua evolução desde 1854 e como a cidade tenta preservar a sua memória ferroviária — marcada pela Guerra Civil e pela ligação a Dom Quixote — é também foco neste episódio, num contexto onde a alta velocidade acabou por secundarizar a rede convencional.
A CP – Comboios de Portugal vai deixar de constar da lista do Sector Institucional das Administrações Públicas a partir do próximo ano. O significado disto é explicado neste episódio do podcast Sobre Carris. Neste episódio conhecemos ainda a visão da nova Fundação da Construção para a ferrovia e viajamos até ao Uzbequistão à boleia dos seus comboios.
A linha do Minho vai ter uma segunda modernização: desta vez vão ser aumentadas as plataformas, depois de cinco anos onde as plataformas ficaram aquém das necessidades da CP. Neste episódio são ainda tema: a modernização da linha do Alentejo (Casa Branca-Beja) e a ligação ao aeroporto de Beja, as supressões na linha do Vouga, o conflito entre a CP e a concessionária da Metro do Porto (Via Porto) e as aplicações que seguem em tempo real os comboios da CP.
Um plano estratégico pouco ambicioso para uma CP que hoje tem dificuldades em cumprir com os mínimos a que está obrigada. É este o ponto de partida para mais uma episódio do podcast Sobre Carris.
Os atrasos na inauguração da electrificação da linha do Algarve, as demoradas obras para reparação das linhas férreas afectadas pelo "comboio de tempestades" que atingiu Portugal ou os atrasos na alta velocidade são outros temas deste episódio.
"As intempéries vieram calhar como sopa no mel" no caso das obras da linha do Oeste, quem o diz é o porta-voz da Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste, Rui Raposo. É um "empurrar de barriga" que vai fechar a linha durante, pelo menos, nove meses, sem que a CP tenha preparado um plano de mobilidade rodoviário alternativo. Miguel Pinto Luz, com a pasta das infra-estruturas, ainda antes da avaliação apressou-se em referir os nove meses de paragem para o comboio que liga Lisboa às Caldas da Rainha à Figueira da Foz e a Coimbra, com particular impacto na mobilidade regional. Sem comboios novos, a CP aproveita a paragem para poupar o material circulante que escasseia e a Infraestruturas de Portugal fica com a linha livre para as obras que acumulam anos de atrasos.
Neste episódio ouvimos o porta-voz da Comissão Para a Defesa da Linha do Oeste, Rui Raposo.
São também tema deste episódio a falta de PDA's na linha do Vouga, a aposta em França da Medway e a parceira entre a Stadler e a Critical Software.
Este episódio do podcast Sobre Carris centra-se na análise do estado crítico da ferrovia em Portugal, começando pelo impacto severo do mau tempo que condicionou várias linhas e evidenciou falhas profundas na operação da CP. Um exemplo é disparidade entre a rapidez com que o Governo reagiu para reparar a auto-estrada A1 e a aparente lentidão na ferrovia, onde a Linha do Oeste enfrenta uma previsão de nove meses de fecho, enquanto na Linha de Cascais a oferta foi reduzida para um terço da habitual, ignorando soluções técnicas que existem desde os anos 60.
Para além da crise conjuntural, o episódio aborda o regresso da CP aos prejuízos em 2025, um cenário considerado preocupante numa altura em que a empresa precisa de contas robustas para se endividar para a Alta Velocidade. Este resultado negativo ocorre apesar de um recorde de passageiros, sendo em parte atribuído ao impacto financeiro do Passe Ferroviário Verde e a possíveis penalizações por má qualidade de serviço. Em contraste, a Fertagus procura responder a um aumento de 50% na procura através da compra de duas carruagens usadas em Espanha, uma solução que, embora limitada, é um sinal de agilidade face à paralisia da operadora pública, que mantém carruagens Arco recém-compradas encostadas.
O episódio conclui com um balanço implacável dos dez anos do programa Ferrovia 2020: a "década perdida da ferrovia portuguesa", por ter falhado prazos e objectivos de modernização. Apenas seis dos 20 projectos originais foram concluídos.
A depressão Kristin e as fortes chuvas que se estão a fazer sentir neste inverno estão a condicionar a circulação ferroviária. Há praticamente uma semana que não há comboios entre o norte e o sul do país, mas a incapacidade da CP de combinar a oferta ferroviária com transbordos rodoviários alternativos está a mostrar a inflexibilidade da CP em procurar minimizar os transtornos para os passageiros. A situação ainda se torna mais complexa de perceber quando a operadora pública não retomou logo que possível a circulação de comboios de longo curso em linhas operacionais.
Se é certo que há pouco a fazer quando uma intempérie torna impossível a circulação de comboios, nomeadamente na região de Leiria, o facto de a CP não ter procurado minimizar os transtornos dos passageiros realizando transbordos rodoviários diz muito sobre o estado da empresa.
Neste episódio falamos também da autorização de compra de comboios de alta velocidade para a CP, a subconcessão de linhas urbanas em Lisboa e Porto ou o acidente ferroviário de Adamuz, em Espanha.
O consórcio vencedor do primeiro troço da alta velocidade queria afastar a estação de alta velocidade do centro de Gaia e construir duas pontes em vez de uma, mas Agência Portuguesa do Ambiente considera que o “grau de maturidade” das propostas está “bastante distante” do expectável. Volta agora tudo à estaca zero? As possíveis alterações ao Passe Ferroviário Verde, as obras da linha Évora-Elvas, as estações de Lisboa que não têm comboios aos fins-de-semana e a gratuitidade dos transportes públicos são outros temas deste primeiro episódio de 2026 do Sobre Carris.
Entre os avisos do ministro espanhol com a pasta dos Transportes, o comboio português, o desleixo da CP nas linhas do Oeste e Alentejo e passando pelos novos comboios da CP, chegámos ao fim de mais um ano de episódios no podcast Sobre Carris. Neste programa contamos ainda com o testemunho do jornalista do PÚBLICO Filipe Santa-Bárbara sobre a viagem de comboio do primeiro-ministro, Luís Montenegro, à Ucrânia.
Episódio gravado nos estúdios do jornal Badaladas a quem agradecemos a cedência do espaço.
Neste episódio, olhamos para os elevados custos da limpeza de grafítis pela CP - em 15 anos dava para comprar um comboio suburbano novo - e para a dificuldade que é acabar com o “turismo de grafitagem”, motivado pelas penas baixas para quem é apanhado a vandalizar os comboios e infraestruturas ferroviárias. O contencioso jurídico em torno do comboio Presidencial, a (reafirmada) aposta da União Europeia na alta velocidade e as novas regras de permanência nos bares da CP são outros dos temas deste Sobre Carris.
Neste episódio do Sobre Carris olhamos para o abandono da linha do Oeste, os problemas em Vendas Novas para apanhar o comboio, as conclusões do relatório preliminar ao acidente do Elevador da Glória e a compra de comboios para a CP.
Fazemos também um convite aos ouvintes: Carlos Cipriano, Diogo Ferreira Nunes e Ruben Martins convidam-no para a estreia do documentário "Eléctrico 28: Uma viagem por Lisboa sobre carris", um projecto financiado pelas Bolsas de Jornalismo "Lisboa, Cultura e Media", atribuídas pela Lisboa Cultura. No documentário de 42 minutos vai poder assistir à viagem em tempo real do mais emblemático transporte de Lisboa - o eléctrico 28 -, numa jornada acompanhada pela informação gráfica desenhada por José Carvalheiro. Este é um retrato puro da cidade de Lisboa, dos seus sons e das suas ruas. A estreia será na sala Rank do Cinema São Jorge nesta quinta-feira, 20 de Novembro, pelas 19h15. A entrada é gratuita, mas limitada à capacidade da sala.
A professora da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) Cecília Silva é a convidada do quarto episódio das conversas Sobre Carris. Neste episódio falamos sobre como a redução do preço dos transportes não vem acompanhada de grandes ganhos na mobilidade, sobre a utilização da bicicleta, o desenho das cidades e o futuro da alta velocidade ferroviária. Este podcast faz parte de uma série de quatro conversas sobre mobilidade e conta com o apoio da Metro do Porto.
Era para ser "apenas" nove meses, mas só 983 dias depois do inicialmente previsto, a linha da Beira Alta reabriu ao tráfego de passageiros. Foram anos de promessas por cumprir que resultaram numa modernização aquém do potencial deste eixo ferroviário, não sendo, depois das obras, uma linha competitiva face ao automóvel ou ao autocarro. Com os horários praticamente iguais aos que existiam antes do encerramento, em 2022, esta modernização foi uma oportunidade perdida?
Neste episódio trazemos também como temas: a entrevista ao antigo secretário de Estado com a pasta das Infraestruturas e autor do Plano Ferroviário Nacional, Frederico Francisco, o reforço de material circulante na Fertagus e as tarifas dinâmicas no novo site da CP.
Três anos depois do palpite, ouvimos ainda o vencedor do concurso do Sobre Carris para adivinhar a data da reabertura da linha da Beira Alta. O Joel Ferreira só falhou por uns dias e ganhou uma assinatura anual do PÚBLICO.
O líder do núcleo do Porto da Mubi – Associação da Mobilidade Urbana em Bicicleta – é o terceiro convidado do ciclo de conversas Sobre Carris nas estações em construção da nova linha Rosa da Metro do Porto. Nasceu em Ponte de Lima em 1992. É engenheiro de sistemas, fã de tecnologia, adora dar ao pedal e é líder do núcleo do Porto da Mubi – Associação da Mobilidade Urbana em Bicicleta. Duarte Brandão é o terceiro convidado do ciclo de conversas Sobre Carris nas estações em construção da nova linha Rosa da Metro do Porto.
Neste episódio, Duarte Brandão defende uma rede de ciclovias maior e mais segura para a cidade do Porto e um sistema intermunicipal de partilha de bicicletas entre a Cidade Invicta, Gaia, Matosinhos e Maia. Entende ainda que o Ramal da Alfândega deve tornar-se num espaço para bicicletas, dando ligação a Gaia. Este podcast faz parte de uma série de quatro conversas sobre mobilidade e conta com o apoio da Metro do Porto.
Neste episódio do Sobre Carris, ouvimos o director do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), Nelson Oliveira, sobre os 40 anos do acidente de Alcafache as mudanças na segurança ferroviária que daí surgiram.
Nota: Esta entrevista foi gravada antes do acidente no Elevador da Glória.
Nasceu em Julho de 1990 no Porto e é nesta cidade que ainda hoje mora. É actriz, encenadora e directora artística. Sara Barros Leitão é a segunda convidada do ciclo de conversas Sobre Carris nas estações em construção da nova linha Rosa da Metro do Porto.
Este podcast faz parte de uma série de quatro conversas sobre mobilidade e conta com o apoio da Metro do Porto.