O Hoje é o podcast diário de informação do PÚBLICO. De segunda a sexta, a jornalista Sara de Melo Rocha conversa com os repórteres do Público e os especialistas que melhor conhecem os temas da actualidade para ir além da notícia. Vamos saber o que aconteceu, porque aconteceu e o que isso nos diz sobre o mundo em que vivemos.
“Nunca passei por nada assim." O que está a acontecer nos incêndios em França?
2026-07-28 · 14 min
França está a enfrentar um dos incêndios florestais mais graves da sua história recente, numa região onde este tipo de fenómeno extremo era, até há pouco tempo, menos frequente. A região de Bordéus está no centro da cris…
França está a enfrentar um dos incêndios florestais mais graves da sua história recente, numa região onde este tipo de fenómeno extremo era, até há pouco tempo, menos frequente. A região de Bordéus está no centro da crise, com mais de 220 mil pessoas retiradas de casa, milhares de bombeiros mobilizados e dezenas de milhares de hectares consumidos pelas chamas.
Apesar de França ter um historial de fogos, sobretudo na zona do Mediterrâneo, a dimensão e o comportamento deste incêndio na Gironda surpreenderam as autoridades. Entre as populações afectadas estão também milhares de portugueses e luso-descendentes que vivem naquela região.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, classificou a situação como "totalmente inédita" e alertou que "as próximas semanas serão difíceis", numa altura em que as autoridades continuam a tentar controlar um incêndio de comportamento extremo.
Neste episódio do HOJE, ouvimos o relato de quem está a viver esta situação no terreno e tentamos perceber porque é que França está a enfrentar um fenómeno que durante muito tempo parecia associado sobretudo a outros países do sul da Europa. Falamos também com Leonor Alhinho, jornalista do PÚBLICO e com o especialista em incêndios Xavier Viegas.
“Só me quero ir embora daqui”: Daniela, uma marinheira portuguesa retida em Ormuz
2026-07-27 · 22 min
O estreito de Ormuz tornou-se uma das principais frentes do conflito no Médio Oriente. No primeiro episódio do Hoje, olhamos para o impacto da guerra em milhares de marinheiros que ficaram retidos em navios petroleiros n…
O estreito de Ormuz tornou-se uma das principais frentes do conflito no Médio Oriente. No primeiro episódio do Hoje, olhamos para o impacto da guerra em milhares de marinheiros que ficaram retidos em navios petroleiros no Golfo Pérsico, numa crise que a ONU descreveu como sem precedentes.
Entre eles estava Daniela Brito, uma portuguesa que trabalha em navios petroleiros há quase 20 anos e que passou vários meses encurralada em Ormuz. Ao Hoje, conta como viveu esses dias numa zona de conflito e como conseguiu sair.
“Aviões militares que nunca paravam, os primeiros drones a aparecerem durante a noite. Esses primeiros dias em que nós vimos essas coisas deram-nos a noção de que estávamos em guerra, ou numa zona de guerra, e de que corríamos perigo real”, recorda Daniela Brito.
Para perceber o que está em causa nesta crise é preciso olhar para a importância estratégica do estreito, para o papel do Irão e de Omã e para as consequências de uma instabilidade que afecta uma das principais rotas de transporte de energia do mundo.
A jornalista Maria João Guimarães, que acompanha o Médio Oriente há vários anos no PÚBLICO, explica porque é que Ormuz é uma peça central nesta disputa.
O P24 agora é Hoje
2026-07-26 · 1 min
O Hoje é o podcast diário de informação do PÚBLICO. De segunda a sexta, a jornalista Sara de Melo Rocha conversa com os repórteres do Público e os especialistas que melhor conhecem os temas da actualidade para ir além da…
O Hoje é o podcast diário de informação do PÚBLICO. De segunda a sexta, a jornalista Sara de Melo Rocha conversa com os repórteres do Público e os especialistas que melhor conhecem os temas da actualidade para ir além da notícia. Vamos saber o que aconteceu, porque aconteceu e o que isso nos diz sobre o mundo em que vivemos.
P24 chega ao fim. Hoje, com Sara de Melo Rocha, começa segunda-feira
2026-07-24 · 9 min
Foi uma aventura diária de quase dois mil episódios. Depois de sete anos com a marca P24, a partir de segunda-feira, o podcast das manhãs do PÚBLICO vai mudar. O P24 chega ao fim e passa a ter um novo modelo, um novo nom…
Foi uma aventura diária de quase dois mil episódios. Depois de sete anos com a marca P24, a partir de segunda-feira, o podcast das manhãs do PÚBLICO vai mudar. O P24 chega ao fim e passa a ter um novo modelo, um novo nome - Hoje - e um novo rosto: Sara de Melo Rocha.
Neste episódio especial do P24, conhecemos a Sara e antecipamos o que vai ser o novo Hoje.
A partir de segunda-feira, 27 de Julho, vai poder ouvir o Hoje no mesmo sítio onde habitualmente ouvia o P24.
EUA atacam, Irão retalia e a guerra continua até quando?
2026-07-23 · 18 min
A batalha entre os EUA e o Irão está mais próxima de uma escalada do que de uma solução diplomática. Washington tem atacado infra-estruturas civis e Teerão tem provocado baixas entre soldados norte-americanos em bases em…
A batalha entre os EUA e o Irão está mais próxima de uma escalada do que de uma solução diplomática. Washington tem atacado infra-estruturas civis e Teerão tem provocado baixas entre soldados norte-americanos em bases em países do Golfo.
O secretário de Estado Marco Rubio disse que os EUA irão continuar a atacar o Irão enquanto este tentar exercer o controlo sobre o estreito de Ormuz e o presidente iraniano Massoud Pezeshkian afirmou que o país está em guerra total.
Esta guerra, que ambas as partes pretendem prolongar, vai adquirir maiores repercussões económicas caso os Houthis do Iémen, apoiados pelo Irão, bloqueiem a rota do mar Vermelho como percurso alternativo para o petróleo, em particular para a Arábia Saudita.
O Pentágono já gastou 37,5 milhões de dólares nesta guerra, como acabamos de ouvir, e o secretário de Estado Pete Hegseth foi ao senado pedir um reforço de verbas. O conflito é cada vez mais oneroso para os EUA e poderá tornar-se politicamente insustentável se o aumento dos preços da energia começar a afectar seriamente o custo de vida dos cidadãos, diz Tiago André Lopes, o nosso convidado de hoje.
Tiago André Lopes, professor de Estudos Asiáticos e Diplomacia na Universidade Lusíada do Porto, acrescenta que, neste mundo bizarro, estamos perante a possibilidade de assistirmos a uma nova geração de conflitos congelados, para os quais não existem soluções diplomáticas.
Novo primeiro-ministro do Reino Unido é só um par de pestanas e uma t-shirt preta?
2026-07-22 · 18 min
O 59.º primeiro-ministro do Reino Unido tomou posse como o exemplo do autarca modelo, à frente da Grande Manchester, e como alguém que acha compreensível que as pessoas lá em casa estejam fartas da política. Andy Burnham…
O 59.º primeiro-ministro do Reino Unido tomou posse como o exemplo do autarca modelo, à frente da Grande Manchester, e como alguém que acha compreensível que as pessoas lá em casa estejam fartas da política.
Andy Burnham assume funções numa conjuntura de grande impopularidade do centro-esquerda, de estagnação económica e de ascensão da direita radical e populista. Propõe um novo modelo político e económico, a descentralização e a reindustrialização do país. O alívio do elevado custo de vida, sobretudo. Veremos se, como diz a líder da oposição, este político nascido em Liverpool é mais do que um par de pestanas e uma t-shirt preta (ou azul-escura).
Há uma série de questões de se colocam ao “Rei do Norte”, como lhe chamam. A sua intenção de transferir parte do Executivo para Manchester terá algum impacto na unidade trabalhista? A reversão do Brexit que, com o sucessor, Keir Starmer, parecia provável, estará comprometida? Que consequências terão o seu apoio a Israel neste renascer da esperança trabalhista?
O 7.º primeiro-ministro em 10 anos vai acabar a legislatura ou vai acontecer com os trabalhistas o que aconteceu com os conservadores: uma sucessão de demissões até à derrota final?
É sobre tudo isto que vamos falar com António Saraiva Lima, jornalista do PÚBLICO e moderador do podcast Diplomatas, que pode ouvir todas as quintas-feiras no PÚBLICO ou nas plataformas de streaming.
Exames Nacionais: erro atrás de erro força ministro a criar época especial
2026-07-21 · 17 min
O ministro da Educação voltou a pedir desculpa pelos erros no processo de classificação dos exames nacionais. Fernando Alexandre também voltou a insistir que estava tudo praticamente resolvido e que o mesmo modelo será u…
O ministro da Educação voltou a pedir desculpa pelos erros no processo de classificação dos exames nacionais. Fernando Alexandre também voltou a insistir que estava tudo praticamente resolvido e que o mesmo modelo será utilizado na segunda fase de exames, que começa hoje, mas anunciou uma época especial de exames, a realizar em Setembro.
O concurso nacional de acesso ao ensino superior começou ontem e decorre até 6 de Agosto. Os exames nacionais do ensino secundário contam, no mínimo, 45% para a nota de candidatura e o melhor é que quem consultou as notas dos exames, na sexta-feira, as verifique de novo.
As notas começaram a chegar, na sexta-feira, depois de os resultados do 9.º ano terem sido adiados. As classificações de, pelo menos 1400 alunos, foram suspensas, por causa do extravio de provas ou itens que não foram todos classificados no novo processo de avaliação digital dos exames. Mas também devido a erros de exportação nas pautas enviadas.
Reagindo à comunicação do ministro, Filinto Mota, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Publicas, disse que o ministro é “um autêntico bombeiro, porque o processo correu mal e ainda não acabou”.
João Costa, ex-ministro da Educação do último governo socialista, que introduziu o princípio da digitalização dos exames, é o convidado de hoje.
Espanha: o triunfo do futebol e o balanço deste Mundial
2026-07-20 · 12 min
A Espanha sagrou-se neste domingo, 20 de Julho, campeã mundial de futebol, o segundo título da sua história, com um triunfo por 1-0 sobre uma Argentina que praticamente não atacou. Dezasseis anos depois da primeira vez, …
A Espanha sagrou-se neste domingo, 20 de Julho, campeã mundial de futebol, o segundo título da sua história, com um triunfo por 1-0 sobre uma Argentina que praticamente não atacou. Dezasseis anos depois da primeira vez, esta versão da “roja” deixou orgulhosa a sua antecessora de 2010, com uma exibição dominante que deixou Lionel Messi sem o seu segundo título consecutivo e a Argentina sem o quarto. Tal como Iniesta em 2010, Ferrán Torres foi o herói.
Neste P24 ouvimos a análise dos jornalistas do PÚBLICO Nuno Sousa, Marco Vaza e Diogo Cardoso Oliveira.
Estado da Nação: retrato de um país descontente que não vislumbra soluções políticas para melhorar
2026-07-17 · 16 min
No debate desta quinta-feira do Estado da Nação, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, fez o que se esperava que fizesse. Deixou ao parlamento a sua visão positiva sobre o trabalho do Governo e garantiu que o país está a…
No debate desta quinta-feira do Estado da Nação, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, fez o que se esperava que fizesse. Deixou ao parlamento a sua visão positiva sobre o trabalho do Governo e garantiu que o país está a melhorar desde que assumiu o cargo. O seu problema maior, porém, está na sintonia entre o teor do seu discurso e a avaliação que os portugueses fazem das suas realizações. Ora, seguindo os dados da sondagem do CESOP, da Universidade Católica, para o PÚBLICO, RTP e Antena 1, essa sintonia não existe. Pelo contrário, 79% dos inquiridos dizem que em 2026 o país está pior do que em 2025. E 12% acreditam que o maior problema com que Portugal se confronta hoje está na falta de liderança, ou inacção, do Governo.
O debate do estado da nação acontece num momento particularmente difícil para o Governo. A confusão e incerteza que paira sobre o processo de avaliação dos exames nacionais do 11º e 12º ano, associado à digitalização das provas escritas em papel, geram apreensão a legitimam a sensação de que esta operação sensível não se fez com a prudência e o rigor devidos. Mas, não basta uma das estrelas do seu governo, o ministro da Educação, Fernando Alexandre estar a ser objecto de dúvidas e de críticas. O caso da casa de campo do ministro da administração interna, outra estrela da governação, promete ensombrar a mensagem positiva que Luís Montenegro se esforçou por deixar aos deputados e ao país.
Apesar de todos estes constrangimentos, a AD aparece lado a lado com o PS nas intenções de voto caso houvesse por estes dias uma nova eleição. O que também não é um bom augúrio para José Luís Carneiro, nem para André Ventura, cujo partido, o Chega, recua para a terceira posição. Mas se este dado da sondagem nos sugere uma situação política bloqueada, deixa também sinais para o futuro pouco promissores. O Estado da Nação descreve-se, assim, com um estado de espírito de um país descontente que não vislumbra alternativas políticas para corrigir a situação. Uma sensação que se reforça quando dois terços dos inquiridos na sondagem afirmam que, apesar do descontentamento, o melhor mesmo é deixar o Governo cumprir o seu mandato.
O que nos dizem estes números e o seu confronto com o natural optimismo de Montenegro? Oportunidade para uma conversa com João António, cientista político e director do Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa.
O Estado da Nação, entre as nuvens negras da oposição e o dia soalheiro do Governo
2026-07-16 · 19 min
Em Maio, o primeiro-ministro foi à Alemanha e deixou a uma plateia composta por investidores e figuras gradas da administração um retrato apolíneo do estado do país. Luís Montenegro falou de reformas, falou de estabilida…
Em Maio, o primeiro-ministro foi à Alemanha e deixou a uma plateia composta por investidores e figuras gradas da administração um retrato apolíneo do estado do país. Luís Montenegro falou de reformas, falou de estabilidade política e estabilidade social, falou das contas públicas em ordem, do défice à redução da dívida. Um país, portanto, que é a inveja da Europa. Não fora uma gafe, e o primeiro-ministro teria saído de Berlim como uma espécie de herói dos novos tempos da União Europeia. Por azar, no meio do seu discurso, disse Führer, uma palavra maldita, em vez de future, futuro.
No regresso, Montenegro queixou-se de que em Portugal ninguém o valoriza como a rendida plateia que, disse ele, representava 80% da riqueza nacional da Alemanha. Faz parte. Quem governa reclama sempre para si e para os seus os louros que a oposição e uma parte, maior ou menor, da sociedade não reconhece. Hoje, no debate do Estado da Nação, essa divergência voltará a emergir. Ainda por cima quando dois dos seus mais importantes ministros, o da Educação e da Administração Interna, estão envolvidos em assuntos tóxicos para a sua popularidade e credibilidade, o caso dos exames de Fernando Alexandre e da casa de campo de Luís Neves.
No que é possível medir, o Governo continua a dispor de contas públicas controladas. Não tão saudáveis como há três anos, mas, de facto, num plano invejável para a média europeia. O crescimento vai continuar, mas mais lento. O défice pode regressar, mas é moderado. O rendimento real das famílias cresceu. O desemprego continua a reduzir-se. Mas há números que dão argumentos à oposição: Montenegro herdou a melhor conjuntura financeira em muitas décadas e não a está a segurar.
Junte-se a isto os problemas que se agravam na saúde ou, agora em especial, na educação, nos desafios para o futuro colocados pelo aumento da despesa na defesa nacional, nas polémicas inflacionadas da imigração, no tempo perdido na reforma laboral ou na situação internacional que causa ansiedade. E pergunte-se: em que estado está a nação? Entre a percepção e a realidade, a natural propaganda do discurso do Governo e o olhar, também naturalmente, negativo da oposição, quem está mais perto da verdade?
Para aprofundar esta discussão, convidámos para conversar connosco neste episódio Isabel Flores, investigadora, doutorada em sociologia e políticas públicas e directora executiva do Instituto de Políticas Públicas e Sociais do ISCTE, Instituto Universitário de Lisboa. O instituto que dirige acaba de publicar um estudo sobre o estado da nação, que pode conhecer em detalhe nas edições digital e impressa do PÚBLICO.
O caso dos exames não pára de acumular falhas
2026-07-15 · 16 min
O ministro da Educação desdobrou-se em garantias e em entrevistas às televisões para explicar um processo que correu mal e está a correr mal. Ontem, a história voltou a correr mal quando Fernando Alexandre constata que é…
O ministro da Educação desdobrou-se em garantias e em entrevistas às televisões para explicar um processo que correu mal e está a correr mal. Ontem, a história voltou a correr mal quando Fernando Alexandre constata que é preciso mais um dia para garantir que as avaliações são feitas de forma justa, sem erros, nem mais tropelias. No próprio dia em que, disse o ministro, 98% das provas estavam corrigidas, o PÚBLICO dava conta da crise de desconfiança que reinava entre os professores. E por simples dedução lógica, da desconfiança que se instalou entre milhares de alunos e pais.
Com tantas falhas e tantas dúvidas até ao final do prazo do primeiro adiamento, ontem ao final da tarde, torna-se difícil acreditar que este processo pode ter um final feliz. Quando a horas do fecho do processo uma professora continuava sem saber como classificar respostas que não apareciam na íntegra na digitalização em que estava a trabalhar, torna-se mais difícil acreditar que num dia tudo fica devidamente resolvido. O ónus da prova está do lado do Ministério da Educação.
Mesmo admitindo que o prazo para as avaliações fica fechado hoje, a crise dos exames deixará rastos. Na relação dos professores com a tutela política, na relação de alunos e pais com o sistema educativo, na dimensão da força política que Fernando Alexandre necessita para se manter à frente da educação em Portugal. A hora do balanço ainda não chegou. Até porque pode ser que o acesso dos alunos às suas provas sejam completamente isento de dúvidas e de erros, como pode ser que os últimos dias sejam esquecidos com o regresso à normalidade no concurso de acesso à universidade. Pode ser, mas dificilmente assim será.
Vamos ver e perceber como é que alguém que tem seguido o processo muito de perto desde o seu começo analisa a presente situação. Vamos falar neste episódio com a Andreia Sanches, grande repórter do PÚBLICO particularmente dedicada a acompanhar para o jornal os assuntos da educação.
Aberto ou fechado? Como fica o estreito de Ormuz e a guerra no Irão entre os ziguezagues de Trump?
2026-07-14 · 12 min
Ao início da noite de segunda-feira, Donald Trump prometia mais dois dias de ataques ao Irão e declarou o estreito de Ormuz como "aberto". Mas desta vez a abertura tem direito a portagem: 20% do valor sobre toda a carga …
Ao início da noite de segunda-feira, Donald Trump prometia mais dois dias de ataques ao Irão e declarou o estreito de Ormuz como "aberto". Mas desta vez a abertura tem direito a portagem: 20% do valor sobre toda a carga passam a ir para os Estados Unidos, com a justificação de que os americanos vão guardar a segurança desta via marítima. Antes da guerra, nenhum navio pagava portagem para passar neste estreito.
A guerra, que teve um cessar fogo há menos de um mês, voltou a ter bombardeamentos sucessivos num conflito sem fim aparente e que já está a fazer subir de novo o preço do petróleo.
Neste P24, ouvimos o jornalista Pedro Guerreiro que habitualmente cobre a actualidade política dos Estados Unidos.
O Livre quer ser o futuro da esquerda. Conseguirá?
2026-07-13 · 14 min
“O Livre é o futuro da esquerda, quer queiram, quer não queiram.” A frase é de Jorge Pinto, eleito este fim-de-semana porta-voz do Livre. O deputado sucede a Rui Tavares e junta-se a Isabel Mendes Lopes, que se mantém na…
“O Livre é o futuro da esquerda, quer queiram, quer não queiram.”
A frase é de Jorge Pinto, eleito este fim-de-semana porta-voz do Livre. O deputado sucede a Rui Tavares e junta-se a Isabel Mendes Lopes, que se mantém na mesma função.
Num momento em que o Bloco de Esquerda procura recuperar de sucessivos recuos eleitorais e o PS tenta reencontrar-se na oposição, o Livre acredita que chegou a sua oportunidade.
A ambição ficou clara ao longo do congresso. “Com esta equipa, vamos à conquista do poder”, afirmou Jorge Pinto. “Vai ser poder e vai ser poder já no próximo ciclo eleitoral.”
Durante dois dias, em Sintra, o Livre procurou apresentar-se como uma “nova esquerda”. Criticou os “cheques em branco” do PS ao Governo, desafiou os socialistas a travarem uma eventual revisão constitucional apoiada pela direita e voltou a colocar a regionalização entre as suas prioridades políticas.
Tudo isto acontece numa altura em que o Livre é um dos poucos partidos à esquerda a crescer eleitoralmente.
Mas conseguirá transformar esse crescimento em poder político?
E que lugar quer ocupar numa esquerda que continua à procura de se reinventar?
Neste episódio do P24 analisamos o significado político do congresso do Livre e os desafios que o partido tem pela frente.
O convidado é David Santiago, editor de Política do PÚBLICO.
Almada sem água: “Em 2026 não faz sentido a seca chegar às torneiras”
2026-07-10 · 15 min
Há vários dias que milhares de pessoas em Almada vivem com falhas no abastecimento de água. Há moradores que acordam sem saber se vão conseguir tomar banho, cozinhar ou simplesmente lavar a loiça. Há famílias a encher ga…
Há vários dias que milhares de pessoas em Almada vivem com falhas no abastecimento de água. Há moradores que acordam sem saber se vão conseguir tomar banho, cozinhar ou simplesmente lavar a loiça. Há famílias a encher garrafões, baldes e recipientes sempre que a água volta às torneiras, numa corrida contra o tempo para garantir o essencial para o dia seguinte.
O impacto também já chegou aos negócios. Restaurantes e cafés dizem não ter condições para funcionar normalmente. E a revolta de quem vive esta situação levou centenas de pessoas para a rua, a exigir respostas e soluções.
Perante a gravidade da situação, a autarquia decretou o estado de alerta. Há restrições ao consumo, cortes nocturnos em várias localidades e um apelo para reduzir ao mínimo o uso de água.
Numa mensagem dirigida à população, a presidente da Câmara de Almada, Inês de Medeiros, admitiu a gravidade do problema: “A realidade é simples e difícil. Estamos a consumir muito mais água do que aquela que o sistema consegue repor.”
A autarca revelou ainda que os reservatórios se encontram muito abaixo dos níveis considerados seguros: “Os reservatórios estão com 10% quando deviam estar próximos dos 60%, para garantir o funcionamento seguro da rede.”
Mas, afinal, como é que um dos maiores concelhos da Área Metropolitana de Lisboa chegou a este ponto? Estamos perante um aumento excepcional do consumo, como defende a autarquia? Ou perante anos de falta de investimento, como acusam os partidos da oposição?
O secretário-geral do PSD, Hugo Carneiro, responsabilizou a gestão municipal pela situação: “O que está a acontecer em Almada deve-se, sabe-se agora, a uma total falta de investimento nos últimos anos na rede de abastecimento e captação de água naquele concelho.”
Neste episódio do P24, tentamos perceber o que está na origem desta crise, que riscos existem para o futuro e o que este caso revela sobre a gestão da água em Portugal. O convidado é Joaquim Poças Martins, professor universitário e especialista em recursos hídricos e sistemas de abastecimento de água.
Uber, táxi ou papá?
2026-07-09 · 19 min
É muito provável que os portugueses que têm hoje 24 ou 25 anos se lembrem bem deste anúncio e de certeza absoluta de muitos dos seus pais o recordam como uma espécie de libertação e alívio. O que estava em causa era uma …
É muito provável que os portugueses que têm hoje 24 ou 25 anos se lembrem bem deste anúncio e de certeza absoluta de muitos dos seus pais o recordam como uma espécie de libertação e alívio. O que estava em causa era uma pequena revolução. A UBER, ou a Bolt, estavam a chegar a Portugal prontas a mudar de fio a pavio a mobilidade urbana. No princípio, eram meia dúzia de carros, em Fevereiro deste ano contavam-se já 36.492 veículos conduzidos por 38.928 motoristas. No princípio desencadeou-se uma guerra azeda entre o sector do táxi e os serviços das plataformas, mas ontem a Assembleia da República aprovou uma lei que abre portas à taxicização da Uber ou, se preferirem, à boltização do táxi.
A proposta aprovada com os votos do PSD e do Chega vai permitir que os táxis entrem nas plataformas da Uber. Quer dizer o seguinte: um dia alguém pede um Uber ou um Bolt, na plataforma chega a mensagem com a matrícula e o nome do condutor, só que em vez de um automóvel descaracterizado aparece um táxi normal. Nada que não exista em outros países. No Brasil, por exemplo, as aplicações permitem distinguir, entre outras opções, a modalidade conforto e táxi. De resto, no Porto a Bolt já teve um serviço que permitia ao cliente escolher um táxi. A lei aprovada não prevê qualquer distinção.
A novidade está a causar preocupação e protesto aos motoristas da Uber e do serviço de táxi. Os primeiros porque vão ter mais concorrência por parte de uma classe que tem privilégios legais em relação a eles – o táxi é considerado serviço público. Os taxistas porque, quando estiverem ao serviço da Uber vão ter de aceitar ser iguais aos motoristas da Uber.
Entre muitas outras mudanças aprovadas esta quarta-feira, o uso da língua portuguesa passa a ser obrigatório e a tarifa dinâmica, que faz os preços aumentar em função da procura, deixa de ter qualquer limite, como até agora. Haverá botões de segurança, haverá avaliação de clientes, entre outras alterações. Mas, a grande novidade está aí: a opção entre a Uber ou o papá conta agora com uma nova alternativa: o táxi.
Vamos tentar perceber melhor o que está em causa e entender as razões dos incómodos manifestados pelos motoristas das plataformas em relação às mudanças da lei que vigorava desde 2018. Para o efeito convidámos para este episódio Ivo Fernandes, presidente da Associação Portuguesa de Transportadores em Automóveis Descaracterizados, que representa mais de 14 mil empresas do sector.
A NATO começa a ficar mais europeia, mas ainda precisa da América
2026-07-08 · 16 min
Na conferência inaugural da cimeira da NATO em Ancara, na Turquia, o secretário-geral da organização, Mark Rutte apresentou-se aos delegados dos estados membros com o seu proverbial optimismo. “Estamos à beira de uma nov…
Na conferência inaugural da cimeira da NATO em Ancara, na Turquia, o secretário-geral da organização, Mark Rutte apresentou-se aos delegados dos estados membros com o seu proverbial optimismo. “Estamos à beira de uma nova revolução industrial no sector da defesa”, anunciou. A promessa dos europeus de aplicarem 5% do PIB na indústria e logística da guerra, avisou, está a dar resultados. Há novos aviões de transporte da Airbus a serem apresentados, há avanços na indústria de drones, onde a portuguesa Tekever dá cartas, há novas tecnologias da sueca SAAB capazes de substituir os sistemas de vigilância dos velhos aviões Awacs. Tudo boas notícias, portanto?
Nem por isso. A cimeira de Ancara continua ensombrada por um espectro. O do abandono dos Estados Unidos do palco europeu, que está em curso. O maior problema desta opção, tem a ver com o tempo que resta para que a velha ordem da NATO e da defesa europeia possam dar origem a uma nova. Como escreveu esta terça-feira o New York Times, a maior ansiedade da Europa é saber se a transição para o que muitos chamam de NATO 3.0 vai acontecer o mais suavemente possível.
E mesmo que não haja um ataque da Rússia antes de 2035, quando o colossal investimento europeu na defesa atingirá os tais 5% do PIB, uma NATO sem os americanos continua a ser difícil de conceber. Mesmo que as forças convencionais da Europa aumentem, um sistema eficaz de defesa do continente, dizem os especialistas, precisa da dissuasão nuclear americana. E da ultra sofisticação de muitas das suas armas.
Suspensa destes dilemas, a cimeira de Ancara é mais um episódio do drama de um continente que parece uma criança que, de repente, deixou de contar com os braços protectores dos seus pais. Com a América fora, dizia o Financial Times, a Europa vê-se obrigada a pensar no impensável. Nas armas que ainda não tem para responder a um ataque russo ou nas armas que terá de desenvolver a partir de um buraco negro. Vale a pena apostar em tanques? O que se pode aprender com a extraordinária máquina de defesa ucraniana de drones? Em que medida se poderá acreditar que os americanos poderão, ao menos, fazer o que a cavalaria fazia nos filmes de cowboys, como sugere o ministro polaco dos Negócios Estrangeiros, Radoslaw Sikorsky?
Nestes tempos de incerteza, as perguntas abundam e as respostas vão proliferando. A Rita Siza, correspondente do PÚBLICO em Bruxelas está em Ancara a cobrir a cimeira da NATO e, por isso, está em condições ideais para nos ajudar a entender o que se passa.
A corte de Roberto Martínez está fora do Mundial. Estava escrito nas estrelas
2026-07-07 · 18 min
À partida, poucos portugueses acreditavam que a selecção nacional fosse capaz de resistir à máquina trituradora da Espanha. Mas a selecção contrariou as piores previsões e resistiu. Pelo menos até ao momento em que o jog…
À partida, poucos portugueses acreditavam que a selecção nacional fosse capaz de resistir à máquina trituradora da Espanha. Mas a selecção contrariou as piores previsões e resistiu. Pelo menos até ao momento em que o jogo exigia respostas vindas do banco. Respostas que implicavam frescura física, força moral e determinação para equilibrar o crescente ascendente da Espanha. Não veio essa resposta e Portugal sucumbiu. Não porque se ficasse com a sensação de que a equipa nacional era claramente inferior aos seus adversários. Sucumbiu principalmente porque lhe faltou um líder capaz de lhe incutir determinação, vigor e coragem para acreditar que a vitória estava, como esteve na primeira parte, ao seu alcance. Faltou-lhe um treinador.
Como a generalidade dos especialistas, jornalistas ou treinadores, tinham avisado, a selecção estava viciada numa escolha de onze jogadores que não se explicava pela sua forma, mas pelo seu estatuto. Neste jogo com a Espanha, o aviso fez mais sentido do que nunca. Como se em causa estivesse uma corte de nobres, havia duques e marqueses com lugar garantido à mesa do rei, mesmo que estivessem fora de forma ou mesmo que o seu desgaste fosse mais do que evidente. Ao insistir em Ronaldo todo o jogo ou num Bruno Fernandes claramente abaixo do que vale, Roberto Martínez subverteu por completo a noção do mérito e da justiça relativa que fazem a coesão das equipas.
Não, Portugal não jogou mal. Mas não merecia a vitória, como não mereceu mais do que o empate frente à Colômbia ou ao Congo. Da mesma forma, Cristiano Ronaldo, que com 41 anos viveu o seu último mundial, não merecia esta exposição que tornou claro aos olhos do mundo o seu natural declínio físico – como nós, é um ser humano. Jogar todos os jogos até ao fim, com excepção do jogo com a Croácia, foi um castigo que o treinador lhe impôs. Já tinha acontecido no Catar e aconteceu contra a Croácia: Gonçalo Ramos só não jogou este jogo porque Portugal não tinha um treinador.
Portugal merecia mais, porque tem jogadores de qualidade mundial – Diogo Costa, merece especial menção neste Mundial. Os que foram à América e outros que só não foram, lá está, porque Martínez escolheu não uma equipa de futebol, mas uma corte de nobres fechada. Felizmente para Portugal, Martínez vai embora. Depois de ter enterrado uma das melhores selecções da Bélgica, enterra uma geração de ouro do futebol nacional. Que tenha sorte na Arábia, onde as sheikse os próximos da casa de saud têm lugar garantido à mesa do rei.
Mas vamos tentar saber o que aconteceu com quem sabe mesmo de bola. Com o Nuno Sousa, um dos editores de Desporto do PÚBLICO.
Porque está a falhar a CP na antecâmara da liberalização dos comboios suburbanos?
2026-07-06 · 20 min
Neste episódio do P24, analisamos o momento de profunda transformação (e de crise) que atravessa o sector ferroviário em Portugal. Com a ajuda do jornalista do PÚBLICO Carlos Cipriano, especialista em ferrovia, partimos …
Neste episódio do P24, analisamos o momento de profunda transformação (e de crise) que atravessa o sector ferroviário em Portugal. Com a ajuda do jornalista do PÚBLICO Carlos Cipriano, especialista em ferrovia, partimos de um fim-de-semana marcado por supressões relacionadas com as falhas no ar condicionado dos comboios e críticas ao "estado miserável" da CP para compreender as causas estruturais por trás das supressões e da falta de manutenção.
Mas nem tudo são más notícias: a 19 de Julho entra ao serviço a electrificação total da Linha do Algarve, que vai permitir viagens directas entre Lagos e Vila Real de Santo António, eliminando os históricos transbordos em Faro, embora ainda persistam limitações físicas em pontes antigas que impedem a passagem do serviço Intercidades.
A conversa detalha também as expectativas em torno dos novos comboios encomendados à Stadler e à Alstom.
Outro tema central deste P24 dedicado à ferrovia é o plano do Governo para aliberalização e subconcessão de linhas suburbanas estratégicas, como a de Cascais, Sintra e Azambuja e a rede de suburbanos do Porto, um processo ainda envolto em secretismo que poderá levar operadores privados a gerir estes serviços sob a marca CP.
A América faz anos e merece os parabéns, apesar dos desgostos que nos dá
2026-07-03 · 21 min
No dia 4 de Julho de 1776, cumprem-se neste sábado 250 anos, um novo país nascia no outro lado do Atlântico. Representantes das 13 colónias britânicas da América do Norte tinham chegado à conclusão de que não podiam cont…
No dia 4 de Julho de 1776, cumprem-se neste sábado 250 anos, um novo país nascia no outro lado do Atlântico. Representantes das 13 colónias britânicas da América do Norte tinham chegado à conclusão de que não podiam continuar dependentes do poder político com sede em Londres. Numa reunião histórica em Filadélfia, declararam a independência dos Estados Unidos da América, celebraram com vinho Madeira e, anos mais tarde, aprovaram uma Constituição que trouxe novos horizontes à relação entre a soberania do povo e os seus representantes. Nada seria como antes depois desse texto fundamental.
Ao atribuir a nós, o povo, a origem do poder político, os constituintes americanos abriram portas a novas formas de Governo, um governo do povo, pelo povo e para o povo. Pelo caminho, recusaram o direito divino dos reis ou toda e qualquer forma de autocracia ou oligarquia. Ao longo destes 250 anos, nem todas as premissas do espírito da revolução americana foram cumpridas. A sua história é, e continua a ser, marcada por episódios de violência e de negação do princípio segundo o qual todos somos iguais perante a lei. A declaração dos direitos do homem foi demasiadas vezes contestada em abusos do poder, em assassinatos políticos ou numa guerra civil que teve o esclavagismo como causa.
Mas, apesar de todas as vicissitudes, a América tornar-se-ia um farol da liberdade, dos direitos individuais e do equilíbrio dos poderes. A plenitude dos direitos civis entre brancos e negros demorou quase 200 anos a ser conseguida, mas para milhões de seres humanos, o sonho americano tornou-se um farol e um propósito. O país onde todos tinham possibilidade de acreditar que a sua origem social era um ponto de partida, não uma condenação.
Muitos desses valores democráticos e liberais estão hoje particularmente em causa com a administração Trump. O poder político ingere no poder judicial. A oligarquia firma os seus interesses por oposição ao interesse geral. O ideal de liberdade, de estabilidade do sistema do direito internacional, conquistado em grande parte pelos Estados Unidos, está ameaçado. Mas não é com um abalo que as conquistas da revolução de há 250 anos ficam destruídas. Nas manifestações de rua o mote é ainda "no kings", não há reis. Há juízes, universidades e políticos que resistem. A América liberal luta.
Vamos discutir estes e outros temas com um reconhecido especialista em Direito Internacional. Chama-se Azeredo Lopes e é professor no Centro Regional Norte da Universidade Católica.
O Governo vai chumbar nos exames do secundário?
2026-07-02 · 15 min
Os exames nacionais do ensino secundário não estão a correr bem ao Governo. A primeira polémica ocorreu com a utilização no exame de Português de um cartoon, sobre o qual os alunos deveriam fazer uma apreciação crítica, …
Os exames nacionais do ensino secundário não estão a correr bem ao Governo. A primeira polémica ocorreu com a utilização no exame de Português de um cartoon, sobre o qual os alunos deveriam fazer uma apreciação crítica, que já tinha sido publicado num manual de preparação para exames da editora Leya.
A credibilidade da prova de acesso ao ensino superior foi posta em causa e a Inspecção-geral da Educação e Ciência concluiu ter existido uma “falha objectiva” na sua elaboração.
A seguir, surgiram outros problemas, relacionados com a correcção digital dos exames. Os professores que classificam os testes começaram a relatar dificuldades técnicas na plataforma utilizada, pela primeira vez, este ano: exames incompletos, páginas trocadas entre disciplinas diferentes, respostas não digitalizadas, atrasos no acesso às provas e convocatórias de docentes para disciplinas que não leccionam.
O ministro da Educação admitiu algumas “dificuldades técnicas” e deu como exemplo o facto de as escolas agrafarem, indevidamente, as folhas de resposta dos alunos. Ontem, no parlamento, Fernando Alexandre garantiu que os prazos serão cumpridos e que nenhum aluno será prejudicado.
Carlos Louro, presidente interino da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, é o convidado deste episódio.