José Milhazes e Nuno Rogeiro analisam a atualidade internacional. Todas as terças no Jornal da Noite da SIC e em podcast
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No Guerra Fria desta semana, Nuno Rogeiro e José Milhazes analisam as consequências geopolíticas do encontro entre Donald Trump e Xi Jinping em Pequim, destacando o impacto direto sobre Taiwan, que surge como um dos principais perdedores estratégicos num contexto de reforço da chamada “ambiguidade estratégica” norte-americana. Em paralelo, a guerra na Ucrânia intensifica-se, com a Rússia a lançar milhares de drones, bombas guiadas e mísseis contra território ucraniano, enquanto Kyiv responde com ataques em profundidade contra infraestruturas militares, industriais e energéticas no Oblast de Moscovo, na Crimeia e noutras regiões russas. Nesta emissão de 17 de maio, na SIC, Nuno Rogeiro e José Milhazes acompanham ainda o aumento da tensão no Mar Báltico, onde a NATO reforça presença militar perante a atividade naval russa e o crescimento da sensação de ameaça entre os países do leste europeu e escandinavos.
As negociações entre os Estados Unidos e o Irão chegaram a um novo impasse depois de Teerão ter respondido à proposta americana de 14 pontos com contrapropostas consideradas "insuficientes" por Washington, que exige o desmantelamento do programa nuclear iraniano. Em paralelo, o conflito na Ucrânia mantém-se bloqueado, enquanto a Rússia celebrou o Dia da Vitória com uma parada marcada por contradições — entre propaganda de guerra e sinais crescentes de desgaste humano, militar e político. Com mais de 350.000 soldados russos mortos segundo registos oficiais apurados por jornalistas independentes, a pressão interna sobre Putin intensifica-se, incluindo pela extrema-direita russa. Na Hungria, a tomada de posse do novo governo magiar e a expulsão de agentes de influência russos de Budapeste abrem uma nova fase nas relações entre a Rússia e a Europa Central.
Os conflitos na Ucrânia e no Irão dominaram a análise de Nuno Rogeiro e José Milhazes nesta noite de domingo. No caso iraniano, as negociações com Washington permanecem num impasse, com Teerão a recusar incluir o dossiê nuclear nas conversações, enquanto os Estados Unidos a consideram condição inegociável. No terreno ucraniano, Kiev regista sucessos táticos assinaláveis.
No plano político e diplomático, a Europa debate-se com uma crescente falta de coesão face à Rússia, com líderes como o português Luís Montenegro a defenderem o diálogo e o regresso da Rússia à cena internacional, enquanto a italiana Giorgia Meloni alerta para iniciativas que possam beneficiar Moscovo.
Este é mais um Guerra Fria a assinalar e analisar os momentos históricos que vivemos, ouça aqui a versão do programa em podcast. Esta emissão aconteceu a 3 de maio na SIC Notícias.
A guerra na Ucrânia continua sem resolução à vista, com a União Europeia a avançar com um novo pacote de apoio financeiro de 90 mil milhões de euros a Kiev. “Espero que este dinheiro não sirva para prolongar esta terrível guerra”, alerta José Milhazes, sublinhando o risco crescente de um confronto direto entre a Rússia e a NATO. A Ucrânia responde com operações criativas e ataques em profundidade ao território russo, afundou três navios russos e destruiu um avião militar na Crimeia. “Os ucranianos têm hoje um sistema cada vez mais avançado para combater os drones russos”, destaca Nuno Rogeiro. Entretanto, a popularidade de Putin continua a cair pela sétima semana consecutiva, segundo sondagens controladas pelo próprio Kremlin. “Se Putin avançar com uma mobilização geral, então aí é capaz de ter mesmo azar”, avisa José Milhazes. As declarações do primeiro-ministro português Luís Montenegro sobre o diálogo com Putin e a sua participação no G20 levantam também dúvidas sobre o posicionamento de Portugal. “É extremamente estranha e até infeliz esta declaração”, critica José Milhazes. Ouça a análise dos comentadores na versão podcast do Guerra Fria, emitido na SIC a 26 de abril.
Para ver a versão vídeo deste episódio, clique aqui
* A sinopse deste episódio foi criada com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa
O Irão prepara uma guerrilha naval que pode bloquear o comércio global, a Ucrânia recupera iniciativa no terreno e Moscovo enfrenta pressão militar, económica e interna, num cenário em que tensões regionais se interligam e aumentam o risco de escalada entre grandes potências. Perceba tudo neste Guerra Fria, com José Milhazes e Nuno Rogeiro. Washington avalia contramedidas, incluindo o uso de meios aéreos para neutralizar a chamada “frota invisível” iraniana. Em paralelo, a guerra na Ucrânia entra numa nova fase, com Kyiv a intensificar ataques em profundidade e a demonstrar capacidade operacional renovada, enquanto Moscovo aumenta a pressão militar para alcançar ganhos políticos antes de momentos internos decisivos. O programa analisa ainda sinais de fragilidade na Rússia, desde dificuldades económicas a quebras de popularidade de Vladimir Putin. No plano global, cruzam-se tensões no Médio Oriente, disputas estratégicas entre grandes potências e dinâmicas de guerra híbrida, num contexto marcado por incerteza e crescente instabilidade internacional. O Guerra Fria foi emitido a 19 de abril na SIC.
A derrota de Viktor Orbán nas eleições húngaras, após 16 anos no poder, marca uma viragem geopolítica significativa no coração da Europa. O candidato da oposição, Péter Magyar, conquistou uma maioria qualificada de dois terços no Parlamento, numa vitória que analistas consideram um revés tanto para Moscovo como para a influência trumpista na região. A mudança reequilibra o chamado Grupo de Visegrado e poderá facilitar o apoio à Ucrânia, embora os analistas alertem para a ausência de uma transformação radical imediata na política externa de Budapeste.
No plano internacional, as negociações entre os Estados Unidos e o Irão continuam num impasse perigoso, com Teerão a apresentar linhas vermelhas que incluem indemnizações de guerra, controlo do Estreito de Ormuz e paridade de armamento regional, condições que Washington rejeita sob pressão dos países do Golfo. Em paralelo, um relatório do jornal ucraniano Ukrainska Pravda expôs um esquema sistematizado de corrupção no recrutamento militar da Ucrânia, com preços tabelados para isenções que variam entre os 300 e os 50.000 dólares, numa altura em que, paradoxalmente, Kiev regista os seus melhores resultados operacionais desde o início da guerra, superando pela primeira vez a Rússia no número de drones de longo alcance utilizados. O Guerra Fria foi exibido na SIC a 12 de abril.
Nuno Rogeiro e José Milhazes, guiados por Clara de Sousa, mergulharam nos bastidores da atual tensão internacional: do nuclear iraniano estrategicamente escondido em Isfahan ao subtil (e por vezes desajeitado) xadrez das alianças globais entre Estados Unidos, Golfo, Rússia e Ucrânia. “O real impacto dos ataques nunca é verdadeiramente conhecido. O que se pensava ter sido neutralizado pode afinal continuar operacional”, avisa Nuno Rogeiro, em referência ao misterioso material nuclear iraniano, capaz de passar “de 60% para uso militar em poucos meses”. Entre imagens pixelizadas de bombardeamentos e satélites russos passando sobre bases estratégicas, Rogeiro alerta: “Os mísseis provavelmente não tocarão este material”. Milhazes não hesita em apontar o dedo à atual administração americana: “Já vimos que são loucos, ignorantes e perigosos, e, além disso, nem sequer têm freios, como é o caso de Trump”. Uma estratégia errática que, segundo ele, pode “permitir a Putin invadir alguns dos países vizinhos” e empurrar os Estados Unidos para um desgaste semelhante ao do Vietname — ou pior: “poderá ser pura e simplesmente o fim da hegemonia americana”.
A guerra no Irão continua, o regime não desiste de lutar contra a ofensiva dos EUA e Israel. Os mísseis que o Irão tem para se defender podem atingir alvos a 4000 km, uma distância que lhes permite atacar grande parte da Europa, incluindo chegar a algumas zonas de Espanha. “Não há prova de que estes mísseis estejam já operacionais. É importante não lançar o pânico”, sublinha Nuno Rogeiro. A Ucrânia enfrenta ainda a invasão russa, ainda assim enviou 220 especialistas em drones para o Médio Oriente para ajudar os aliados. “Trump diz que a última pessoa a quem podia pedir ajuda é Zelensky”, afirma José Milhazes, alertando para o dinheiro que se podia poupar ao aproveitar o conhecimento dos ucranianos. Ouça a análise dos comentadores na versão podcast do Guerra Fria, emitido na SIC a 22 de fevereiro.
Mais uma semana passou desde o conflito desencadeado pelo bombardeamento dos Estados Unidos ao Irão e os efeitos económicos começam a fazer-se sentir. “O preço do petróleo está, como sabemos, muito alto. E Vladimir Putin está a ganhar muito, muito dinheiro”, admite José Milhazes.
No episódio desta semana, os comentadores analisam as ligações entre dois conflitos que estão a marcar a atualidade internacional: a guerra na Ucrânia e a crescente tensão no Golfo Pérsico. Com a atenção internacional a deslocar-se, a subida do preço do petróleo e os impasses nas negociações, Milhazes acredita que, “neste momento, Putin está feliz e contente”.
Mas de que forma o aumento do preço do petróleo pode traduzir-se em vantagens políticas para o Kremlin? E o que poderá acontecer à Ucrânia se o conflito se prolongar por muito mais tempo?
Os comentadores abordaram ainda os protestos na Hungria e na Arménia, a situação dos desertores russos deportados da Alemanha e a evolução das fortunas dos oligarcas em plena guerra e sob sanções — numa “velha Rússia czarista” onde, segundo Milhazes, “3% vive bem, o resto não interessa”.
Sob moderação de Clara Ferreira Alves, o programa foi emitido na SIC a 15 de março. Ouça aqui a versão em podcast. A sinopse deste episódio foi gerada com o apoio de inteligência artificial. Saiba mais sobre a aplicação desta tecnologia nas redações do Grupo Impresa a partir deste link.
No Guerra Fria desta semana, analisa-se o papel das grandes potências no agravamento da crise no Médio Oriente e as suas ligações ao conflito na Ucrânia. Uma das perguntas centrais é até que ponto Rússia e China estão a ajudar o Irão. Ao mesmo tempo, os países árabes parecem entrar numa nova fase de confronto com Teerão. Os Emirados Árabes Unidos assumem publicamente estar em guerra com o Irão, enquanto a Arábia Saudita discute com o Paquistão novas respostas militares para a ameaça iraniana. A desconfiança em relação às promessas de cessar-fogo cresce na região. Este Guerra Fria em podcast de 08 de março acompanha as últimas evoluções da guerra na Ucrânia: ataques ucranianos a infraestruturas energéticas russas, sanções e apreensão de navios da chamada “frota fantasma”, novas instalações militares em território ucraniano e tensões políticas dentro da União Europeia, com a Hungria a aumentar a pressão sobre Kyiv.
No rescaldo do desaparecimento de algumas das principais figuras do regime iraniano, incluíndo o Líder Supremo Ali Khamenei, Nuno Rogeiro e José Milhazes destacaram os sinais de instabilidade e a fragmentação do aparelho de poder iraniano, sendo já visíveis lutas internas e um contexto de repressão que dificulta a articulação de uma oposição organizada. No entanto, o processo de sucessão ao líder supremo segue os trâmites constitucionais, com pelo menos seis nomes em cima da mesa, num ambiente marcado pela incerteza quanto à futura configuração política do país.
Os comentadores analisam também as consequências geopolíticas da fragilização do Irão, tanto para a Rússia — tradicional aliada de Teerão — quanto para o próprio equilíbrio no Médio Oriente. O “Guerra Fria” foi exibido na SIC a 1 de março.
A nova narrativa sugerida ao público é a de que, em fevereiro de 2022, a Ucrânia não estava preparada para a invasão russa. Foi apanhada de surpresa e só tomou nota do que se passava depois de avisada pelo MI6 e pela CIA. Será esta ideia alinhada com a realidade? A verdade é que, no dia 23 de fevereiro de 2022, um dia antes da invasão, a Ucrânia já movimentava tropas específicas para a defesa da cidade de Kharkiv. Uma manobra militar que já se fazia prever? Ouça a análise de José Milhazes e de Nuno Rogeiro na versão podcast de um episódio especial do programa Guerra Fria, emitido na SIC Notícias a 24 de fevereiro.
Com 300 aviões de combate, dois porta-aviões e até submarinos com mísseis de cruzeiro, a presença americana na região é significativa. Será que estamos a ver uma fase de dissuasão ou algo mais próximo de um confronto direto? Na região do Golfo, não havia tanto aparato militar americano desde a invasão do Iraque. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Omã, Badr Albusaidi, confirmou que os Estados Unidos e o Irão vão realizar uma nova ronda de conversações na quinta-feira em Genebra.
Volodymyr Zelensky informou Marco Rubio em Munique sobre a situação militar, defesa aérea e novos mísseis ucranianos. Moscovo, via emissários, propõe administração internacional e pressiona para eleições sob cessar-fogo. Enquanto a Rússia testa alternativas ao Starlink e intensifica ataques, Kyiv reforça produção bélica com apoio da NATO e parceiros europeus, ampliando radares, drones e treino militar. Estes e outros temas da semana internacional em análise no Guerra Fria em podcast, com Nuno Rogeiro e José Milhazes. Na Conferência de Segurança de Munique, Volodymyr Zelensky alertou que dividir a Ucrânia para acabar com a guerra seria uma “ilusão”, traçando um paralelo com o Acordo de Munique, que cedeu a região dos Sudetas à Alemanha nazi e não impediu a invasão da Polónia por Adolf Hitler. O presidente Zelensky criticou a ausência de líderes europeus nas negociações e comparou as ambições de Vladimir Putin às de antigos czares. Com novas conversações previstas em Genebra, o líder ucraniano mostrou ceticismo e rejeitou concessões unilaterais à Ucrânia. Zelensky defendeu mais apoio militar e energético, adesão à UE e maior autonomia europeia na defesa, sublinhando que a Ucrânia tem o exército mais experiente da Europa, e agradeceu aos aliados, denunciou novos ataques russos e acusou Irão, Coreia do Norte e empresas chinesas de apoiarem Moscovo, pedindo sanções mais duras.
Um ataque russo na região de Dnipropetrovsk, conduzido por quatro drones, poderá complicar as conversações de paz em Abu Dhabi, segundo o relato de Nuno Rogeiro, que destacou ainda o impacto das tensões entre Estados Unidos e Irão no processo diplomático e mencionou novas ligações russas reveladas no caso Epstein.
José Milhazes critica a fraca representatividade das delegações e a postura da União Europeia face ao futuro europeu da Ucrânia, rematando que “os ucranianos estão mesmo entregues à bicharada”. O comentador chama à atenção para a radicalização interna na Rússia, visível nas críticas de blogues militares e na retórica da extrema-direita, que acusa o Kremlin de cedências. O Guerra Fria foi exibido no Jornal da Noite da SIC a 1 de fevereiro.
Em mais um 'Guerra Fria', Nuno Rogeiro e José Milhazes analisam as negociações de paz em Abu Dhabi, os bombardeamentos devastadores e a guerra de propaganda entre Rússia e Ucrânia. Em debate: o impacto das ofensivas russas, a crise energética ucraniana e as tensões diplomáticas. "A Ucrânia surpreende pela resiliência, mas o futuro é incerto", alerta Milhazes.
Este programa foi emitido na SIC Notícias a 25 de janeiro, ouça aqui a versão em podcast. A sinopse e a ilustração deste episódio foram criados com o apoio de IA. Saiba mais sobre a aplicação de Inteligência Artificial nas Redações da Impresa
Neste episódio do Guerra Fria, Nuno Rogeiro e José Milhazes analisam a evolução da guerra na Ucrânia, destacando o impacto interno do conflito na Rússia, o desgaste do regime de Putin e a perda de influência russa na região. Os comentadores realçam as dificuldades nas negociações de paz em Paris, a persistência dos ataques russos à infraestrutura ucraniana e a resposta de Kiev e abordam ainda a cooperação entre Ucrânia e Moldávia e a nomeação de Christiane Freeland para a reconstrução ucraniana.
2026 teve início com uma ação militar norte-americana em território venezuelano. Sob o pretexto de controlar a vertente petrolífera do país, Donald Trump adotou uma posição de proteção e de regimento das políticas externas venezuelanas. Enquanto se vivem tempos de incerteza e de manobras de controlo dos EUA, o que de facto a calma aparente que se verifica na Venezuela pode estar a ocultar? Ouça a análise de José Milhazes e de Nuno Rogeiro na versão podcast do programa Guerra Fria, emitido em direto do átrio principal do Edifício Impresa, a propósito do 25º aniversário da SIC Notícias.
A captura de Maduro foi resultado de uma operação americana rápida e eficiente, comparada à fracassada tentativa russa de eliminar opositores venezuelanos. Isso expôs fragilidades do regime e dos sistemas de defesa venezuelanos. Maduro enfrenta graves acusações nos EUA, incluindo liderança de uma rede internacional de narcotráfico e proteção de criminosos. O caso lembra o de Manuel Noriega, ex-líder do Panamá, também capturado e julgado nos EUA. O regime venezuelano reativou grupos paramilitares (“coletivos”) para reprimir manifestações de apoio à prisão de Maduro, mostrando que o controle nas ruas permanece forte. A Venezuela deve cerca de 17 mil milhões de dólares à Rússia e é um dos principais compradores de armas russas. A queda do regime pode levar esse arsenal para as mãos da Ucrânia, agravando o conflito no leste europeu.
No Guerra Fria em podcast, José Milhazes e Nuno Rogeiro analisam, entre outros temas a linha da frente da guerra na Ucrânia, as conversações para um possível acordo de paz, o acordo de cooperação entre Ucrânia e Portugal, e a tensão entre Venezuela e EUA. O Conselho Europeu reuniu em Bruxelas para reforçar o apoio da União Europeia à Ucrânia face à agressão russa, tendo aprovado um empréstimo de 90 mil milhões de euros financiado por dívida comum e mantido o trabalho para a utilização de ativos russos imobilizados. Foram igualmente debatidas as bases do futuro quadro financeiro plurianual, com Portugal a defender a coesão, a agricultura e as regiões ultraperiféricas, e registaram-se avanços no acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, com perspetiva de concretização no início do próximo ano. O Guerra Fria foi emitido a 21 de dezembro na SIC Notícias.