O 45 Graus é um podcast para saber mais e pensar criticamente. José Maria Pimentel - economista, professor universitário e curioso por natureza - conversa sobre os grandes temas (e não só) com especialistas e pessoas cujas ideias vale a pena ouvir.
São conversas sem pressa, às vezes profundas, mas sempre descontraídas. Novos episódios a cada duas semanas, sempre à quarta-feira.
Episodes
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Marco Neves é professor na NOVA FCSH e investigador na área das línguas, literaturas e culturas. É autor de mais de quinze livros sobre temas linguísticos. Dedica-se à comunicação sobre língua portuguesa por escrito, na rádio, na televisão e nas redes sociais. É autor dos programas Português Suave, na Rádio Observador, e Esta Língua Que Nos Une, na RTP.
-- Inquérito aos ouvintes do 45 Graus
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Índice (2ª Parte):
Aos 1:05:12
O caminho do Indo-Europeu até ao Latim e depois ao Português
Como é que o Latim deu origem a línguas tão diferentes na Europa?
Que línguas pre-romanas havia na Península?
Manteiga, das palavras mais antigas
O papel das redundâncias e pleonasmos na língua
Há X tempo atrás
As guerras entre linguistas
O caso do split infinitive no inglês
A discussão em torno do novo Acordo Ortográfico
O Galego e o Português
O caso da Noruega e das duas normas de ortografia
Estrangeirismos
Palavras importadas inesperadas: sexo, glamour
Línguas eruditas vs línguas de rua
O caso de Cabo Verde
O caso do Brasil. Livro O Português à Descoberta do Brasileiro, de Fernando Venâncio
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Marco Neves é professor na NOVA FCSH e investigador na área das línguas, literaturas e culturas. É autor de mais de quinze livros sobre temas linguísticos. Dedica-se à comunicação sobre língua portuguesa por escrito, na rádio, na televisão e nas redes sociais. É autor dos programas Português Suave, na Rádio Observador, e Esta Língua Que Nos Une, na RTP.
-- Inquérito aos ouvintes do 45 Graus
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Índice (1ª parte):
Quando surgiu a linguagem? E as linguas? | Ilha Sentinela do Norte
Houve uma língua inicial? | Experiência bouba/kiki effect
Porque se aprendermos uma lingua nova depois dos 12-14 anos, ficaremos sempre com sotaque
Proto-indo europeu. | Livro Proto: How One Ancient Language Went Global, de Laura Spinney | William Jones
Método comparativo na linguística
Mito em relação à palavra Arigato do japonês
A palavra obrigado é muito mais recente do que achamos
Investigação mostra que as línguas ganham irregularidades com o passar do tempo
John McWhorter sobre a “martelada persa” | Distância entre línguas
Crioulo de Cabo Verde
O Chinês
Paralelos entre a evolução da língua e a evolução por seleção natural
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Steven Pinker é um psicólogo cognitivo, linguista e um dos mais influentes intelectuais públicos da atualidade. Professor na Harvard University, destacou-se pelo trabalho sobre linguagem, mente humana e natureza humana, bem como pela defesa dos valores do Iluminismo, como a razão, a ciência e o progresso. É autor de vários bestsellers internacionais, incluindo How the Mind Works, The Language Instinct, The Better Angels of Our Nature e Enlightenment Now. O seu trabalho combina ciência, história e filosofia para explicar como pensamos, comunicamos e organizamos a vida em sociedade.
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Tópicos:
Latest book, on “common knowledge”, and its implications on society and politics
How do different social behavioral equilibria emerge? | Game theory Nash Equilibrium Coordination Game
When Sweden Switched To Driving On The Right
Is Social Media eroding common / accepted knowledge?
What will the post-social media information ecosystem look like?
Has Generative AI surprised you?
Does Gen AI lack models of the world? Parallels between LLMs and System 1 of our mind
Does reliance on AI atrophy our critical thinking? Parallel with handheld calculators
Debora Revoltella é Economista-Chefe do Banco Europeu de Investimento (BEI). Lidera a área de análise económica do banco, com foco em temas como investimento, produtividade, inovação e competitividade na Europa. Antes de integrar o BEI, trabalhou no Banco Central Europeu e na Comissão Europeia.
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Índice:
RRF (PRR)
Priority #1: deepen the Single Market
Goldplating regulations
EU trade agreements with India and Mercosur (estimates of an increase of trade by 3%)
The hidden developmental state in the US
Lack of venture capital in the EU and the role of the EIB
Bridge the late-stage funding gap: European Tech Champions Initiative (ETCI)
Mobilizing private "dormant" savings
Mobilizing investment from pension funds and insurance firms
Venture debt.
Industrial Policy — teaser
'Made in EU' proposals by the European Commission
Differnet elements in the EIB toolkit: direct loans, risk sharing instruments (capital, guarantees)
Role of EIB beyond loans / financing: spreading knowledge across industries
Examples in Portugal. | Creating affordable housing and increasing efficiency in the construction sector
Assista tambem no Youtube.
Nadia Calviño é Presidente do Banco Europeu de Investimento (BEI). Foi anteriormente Vice-Presidente do Governo de Espanha e Ministra da Economia, liderando a política económica durante um período marcado pela pandemia e pela implementação do plano de recuperação europeu. Com uma longa carreira nas instituições europeias, incluindo a Comissão Europeia, onde foi Diretora-Geral do Orçamento, é uma das figuras mais influentes da política económica europeia.
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Índice:
Challenges to European Competitiveness
Access to funding
Mobilizing investment from pension funds and insurance firms
Mobilizing private savings | Example of Sweden
Capital markets initiative
28th regime
Promoting mergers & acquisitions
Industrial policy
How EIB loans create soft power for Europe
Access to critical raw materials
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Pedro Brinca é professor associado com agregação na Nova SBE. É editor associado das revistas científicas com revisão por pares "Notas Económicas" e "Portuguese Económic Journal" e mantém uma participação ativa na sociedade civil, com participações em conselhos consultivos de entidades públicas como o IGCP, EPE, Associação Portuguesa de Distribuição e da Iniciativa Liberal (como independente). Tem também uma participação regular nos media, sendo colunista de vários periódicos e comentador residente da RTP.
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Índice (2ª Parte):
Dificuldade em aceder a financiamento por empresas inovadoras na UE
Inteligência Artificial
Custos da energia mais altos na Europa
Transição climática
Impacto de maior integração nos países / regiões periféricas
Portugal: impacto do salário mínimo na coesão territorial
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Pedro Brinca é professor associado com agregação na Nova SBE. É editor associado das revistas científicas com revisão por pares "Notas Económicas" e "Portuguese Económic Journal" e mantém uma participação ativa na sociedade civil, com participações em conselhos consultivos de entidades públicas como o IGCP, EPE, Associação Portuguesa de Distribuição e da Iniciativa Liberal (como independente). Tem também uma participação regular nos media, sendo colunista de vários periódicos e comentador residente da RTP.
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Índice (1ª parte):
Como compara a economia europeia com outras?
Portugal: Será que o PIB per capita cresceu menos do que se acha?
PIB vs outras medidas de desenvolvimento
Economia UE vs EUA
Política Industrial
Porque ficou a UE para trás face a EUA e China?
Desigualdade e populismo
A concorrência das economias asiáticas
Pandemia enquanto acelerador da digitalização
Desafio de criar um verdadeiro Mercado Único na UE | Estudo do FMI
Peso da regulação | “Efeito Bruxelas” | Goldplating regulatório
Na Europa há maior aversão ao risco?
Falta de capital de risco (venture capital).
Portugal: Consensos entre economistas
Portugal: Impacto do IRC alto. Dificuldades políticas de baixar o IRC
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Ricardo Paes Mamede é professor de Economia Política no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, onde é Pró-Reitor para o Desenvolvimento da Colaboração Académica com o Leste Asiático. Licenciou-se em Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão, em 1996, e, na mesma instituição, fez o mestrado em Economia e Gestão de Ciência e Tecnologia, em 1999. Doutorou-se em Economia pela Universidade Bocconi, em Itália, em 2006.
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Índice (2ª Parte):
O caso dos EUA. Ideias de Alexander Hamilton.
O Estado desenvolvimentista escondido dos EUA (The Hidden US Development State - Fred Block)
Como é possível os EUA terem mais PI do que a Europa?
Riscos da PI: gerar reacção de outros países
Quais são as condições para uma PI funcionar?
Argumentos Hayek contra intervenção do Estado: captura e informação
Como se constrói uma administração pública meritocrática se não é possível despedir?
Relatório de Michael Porter dos anos 1990
Como alguem de esquerda olha para o foco da PI no crescimento económico? | Documentário Netflix: American Factory
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Ricardo Paes Mamede é professor de Economia Política no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, onde é Pró-Reitor para o Desenvolvimento da Colaboração Académica com o Leste Asiático. Licenciou-se em Economia pelo Instituto Superior de Economia e Gestão, em 1996, e, na mesma instituição, fez o mestrado em Economia e Gestão de Ciência e Tecnologia, em 1999. Doutorou-se em Economia pela Universidade Bocconi, em Itália, em 2006.
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Índice (1ª parte):
Porque voltámos a falar de Política Industrial?
Tipos de PI
Exemplo das despesas em I&D
O caso de Hong Kong
O caso do Chile
Como o Estado pode ajudar as empresas? Problemas de incerteza e coordenação
O caso do turismo
Banco de Fomento
É difícil fazer Política Industrial em democracia?
O caso da Coreia do Sul
Precisamos de capacitar o Estado?
Check Ha jung chang 2022 states institutions
Países africanos onde PI falhou
O caso da China
Politica Industrial na Europa
Devemos apostar no mercado único na Europa
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Ana I. Domingos é neurocientista e Professora de Neurociência na Universidade de Oxford, onde investiga os mecanismos biológicos que regulam o metabolismo e o peso corporal, em particular o papel das redes nervosas simpáticas na queima de gordura e na obesidade. Formou-se em Matemática em Lisboa e Paris e fez o doutoramento na Rockefeller University, em Nova Iorque. O seu trabalho tem sido publicado em revistas científicas de topo como Nature e Cell e distinguido com várias bolsas internacionais, incluindo bolsas do Conselho Europeu de Investigação (ERC). É também membro da EMBO e editora-chefe do American Journal of Physiology – Endocrinology and Metabolism.
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Índice (2ª Parte):
Porque tem aumentado a obesidade em todo o mundo?
Sistema imunitário e obesidade. Imunometabolismo
Papel do stress
O que explica o nosso peso: genética vs ambiente
Estudos com gémeos
O caso dos labradores
Ozempic: como funciona?
Analogia entre obesidade e doenças psiquiátricas
Até que ponto a biologia torna fazer dieta impossível para muitas pessoas?
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Ana I. Domingos é neurocientista e Professora de Neurociência na Universidade de Oxford, onde investiga os mecanismos biológicos que regulam o metabolismo e o peso corporal, em particular o papel das redes nervosas simpáticas na queima de gordura e na obesidade. Formou-se em Matemática em Lisboa e Paris e fez o doutoramento na Rockefeller University, em Nova Iorque. O seu trabalho tem sido publicado em revistas científicas de topo como Nature e Cell e distinguido com várias bolsas internacionais, incluindo bolsas do Conselho Europeu de Investigação (ERC). É também membro da EMBO e editora-chefe do American Journal of Physiology – Endocrinology and Metabolism.
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Índice (1ª parte):
Como é definida a obesidade?
Limitações do IMC - Índice de Massa Corporal
Países do mundo com mais obesidade.
Causas genéticas. Leptina
O que são calorias? É possível medir calorias que gastamos?
Na dieta, é melhor perdermos peso lentamente?
Leptina e infertilidade
Porque países asiáticos têm baixa obesidade, mas alta incidência de diabetes tipo 2?
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Pedro Conceição é diretor do Gabinete do Relatório de Desenvolvimento Humano na ONU, a publicação anual onde é publicado o Índice de Desenvolvimento Humano, juntamente com outros indicadores de desenvolvimento. O convidado é licenciado em Física pelo Instituto Superior Técnico e em Economia pelo Iseg e doutorado em Políticas Públicas pela Lyndon B. Johnson School of Public Affairs da Universidade do Texas em Austin, onde estudou com uma Bolsa Fulbright.
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Índice:
Digital e Inteligência Artificial. Yann Le Cun
A IA vai ser mais substituta ou complementar do trabalho humano?
Daron Acemoglu (Nobel da Economia) e a “IA assim-assim”
Será que com a IA vai aumentar a procura por interação humana?
Comparação com revoluções tecnológicas anteriormente (a começar na Revolução Industrial)
Relatório de Desenvolvimento Humano de 2026: índice de relação com a natureza
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Pedro Conceição é diretor do Gabinete do Relatório de Desenvolvimento Humano na ONU, a publicação anual onde é publicado o Índice de Desenvolvimento Humano, juntamente com outros indicadores de desenvolvimento. O convidado é licenciado em Física pelo Instituto Superior Técnico e em Economia pelo Iseg e doutorado em Políticas Públicas pela Lyndon B. Johnson School of Public Affairs da Universidade do Texas em Austin, onde estudou com uma Bolsa Fulbright.
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Índice:
De que falamos quando falamos de desenvolvimento humano? | Índice de Desenvolvimento Humano da ONU (IDH)
Que países surpreendem no ranking de IDH face ao PIB?
Governos levam o ranking muito a sério; às vezes demasiado.
Que outros indicadores de desenvolvimento poderíamos acrescentar ao o índice? Desigualdade | Ambiente | Democracia e direitos humanos | Indicadores de saúde e educação mais precisos
Paper Luís Bettencourt: Community Human Development Index
Paper que usa IA e imagens de satélite para estimar IDH.
Novo indicador do Banco Mundial, com métrica única de qualidade da educação
Quais foram os países com melhor e pior evolução nas últimas décadas?
Porque abrandou o crescimento do IDH no Mundo nos últimos anos? Os países começaram a divergir
É possível aos governos “game” os indicadores de IDH, ou seja, passarem a gerir para o IDH sem gerar as melhorias de desenvolvimento subjacente?
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Maria Castello Branco é comentadora política e cronista, e é autora do podcast "Lei da Paridade”, juntamente com Leonor Rosas e Adriana Cardoso.
Paula Cardoso e Georgina Angélica são comunicadoras e autoras de conteúdos, e autoras do "O Tal Podcast”.
Margarida Santos é médica de família e autora do podcast "Consulta Aberta”.
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Episódio especial gravado ao vivo na 3.ª edição do Podfest do Expresso, que decorreu a 27 de janeiro no Auditório da Universidade NOVA de Lisboa.
Neste painel juntaram-se quatro projetos com identidades e públicos distintos: o Lei da Paridade, representado por Maria Castello Branco, o Consulta Aberta, com Margarida Santos, o O Tal Podcast, por Paula Cardoso e Georgina Angélica — e, claro, o 45 Graus.
A conversa partiu das novas vozes e dos nichos que hoje encontram espaço no áudio digital, e explorou o que muda quando um projeto independente passa a integrar um grande grupo de media. Falámos de representação, de literacia — política e em saúde —, da relação íntima que o formato cria com quem ouve, das surpresas que as estatísticas revelam sobre o público e também do outro lado da exposição: o entusiasmo, o sentido de missão e, por vezes, o confronto com o ruído e o ódio nas redes.
Uma troca franca de ideias sobre como o podcasting abriu portas a protagonistas que antes ficavam de fora — e sobre a responsabilidade de as manter abertas.
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Esta conversa teve a sonoplastia de Hugo Oliveira
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Maria João Afonso é professora universitária e investigadora na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, atualmente apresentada. Doutorou-se em Psicologia Diferencial e Inteligência Humana. A sua investigação centra-se na construção, adaptação e validação de instrumentos de avaliação psicológica — incluindo a normalização portuguesa do MMPI-2-RF e MMPI-A-RF —, no estudo das diferenças individuais, na história e epistemologia da Psicologia e no desenvolvimento e aconselhamento de carreira.
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Índice:
(0:00) Introdução
(2:31) Inteligência fluida vs cristalizada
(15:58) Qual é a base cerebral da inteligência?
(25:13) O que influencia mais: genes ou ambiente?
(38:08) Críticas às medidas de inteligência convencionais
(46:24) Efeito Flynn (positivo e negativo) | Heterose
(1:00:01) Relação entre inteligência e traços de personalidade
(1:07:50) Inteligência Emocional
(1:12:03) Racionalidade e inteligência
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Maria João Afonso é professora universitária e investigadora na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Lisboa, atualmente apresentada. Doutorou-se em Psicologia Diferencial e Inteligência Humana. A sua investigação centra-se na construção, adaptação e validação de instrumentos de avaliação psicológica — incluindo a normalização portuguesa do MMPI-2-RF e MMPI-A-RF —, no estudo das diferenças individuais, na história e epistemologia da Psicologia e no desenvolvimento e aconselhamento de carreira.
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Índice:
(0:00) Introdução
(4:50) O que mede o QI?
(29:01) O “Factor G” e o que é a inteligência
(48:34) Quem é bom a Português, é mau a Matemática? | Savantismo. | Filme Rain Man
(59:53) O que está por trás da inteligência? | Darwinismo | Inteligência enquanto adaptação | hipótese do cérebro social
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Catarina Santos Botelho é Professora na Faculdade de Direito do Porto da Universidade Católica, onde é titular da Cátedra de Direito Constitucional. É investigadora no Católica Research Centre for the Future of Law. É Diretora Executiva de programas de mestrado e Diretora Científica do Mestrado em Constitucionalismo, Democracia e Direitos Humanos. Integra o Conselho de Administração da Agência da União Europeia para os Direitos Fundamentais (FRA) e é membro eleita da Comissão Editorial do Relatório Anual (AREDIT) da FRA.
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Índice:
(0:00) Introdução
(2:20) Relação entre PR e PM
(10:34) Diferentes presidentes, diferentes interpretações sobre os poderes
(16:52) Um presidente pode mesmo ser “suprapartidário”? | Ideias: mandato único de 6 ou 7 anos; moção construtiva
(25:46) A Constituição pressupõe que o PR cumpre as regras… mas e se ele decidir testar os limites? | veto de gaveta
(33:35) Papel do Tribunal Constitucional
(39:17) A Constituição permite “governos de iniciativa presidencial”?
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Catarina Santos Botelho é Professora na Faculdade de Direito do Porto da Universidade Católica, onde é titular da Cátedra de Direito Constitucional. É investigadora no Católica Research Centre for the Future of Law. É Diretora Executiva de programas de mestrado e Diretora Científica do Mestrado em Constitucionalismo, Democracia e Direitos Humanos. Integra o Conselho de Administração da Agência da União Europeia para os Direitos Fundamentais (FRA) e é membro eleita da Comissão Editorial do Relatório Anual (AREDIT) da FRA.
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Índice:
(0:00) Introdução
(3:59) O Semi-Presidencialismo à portuguesa | Maurice Duverger
(11:44) Revisão constitucional de 1982 | Livro de Vital Moreira: Que Presidente da República para Portugal?
(26:34) Principais poderes do Presidente: dissolução da AR, demissão do governo, veto político e veto “jurídico” (enviar leis para fiscalização preventiva e sucessiva pelo T. Constitucional)
(43:27) As 10 dissoluções da AR desde 1976 e as mais controversas (2004, 2024).
A morte inesperada e prematura de Nuno Loureiro foi um choque profundo. Em mais de oito anos de 45 Graus, nunca tinha perdido um convidado tão jovem e brilhante, com tanto ainda para dar ao mundo. Apesar da sua partida, o seu legado permanece. Espero que este episódio contribua para divulgar a área da fusão nuclear e inspire novos investigadores a seguir o caminho científico que o Nuno deixou aberto.
Recorde aqui o episódio 119, originalmente publicado em abril de 2022.
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Nuno Loureiro é licenciado em Engenharia Física Tecnológica pelo Instituto Superior Técnico, e doutorado em física pelo Imperial College de Londres. A sua especialidade é a física dos plasmas e as suas aplicações à fusão nuclear e a problemas do domínio da astrofísica. Actualmente é professor catedrático do departamento de Ciência e Engenharia Nuclear e do departamento de Física do Massachusetts Institute of Technology, EUA.
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Índice da conversa:
(0:00) Introdução
(07:36) Como funciona a energia nuclear de fusão? Reagentes: deutério e trítio (isótopos de hidrogéneo)
(14:57) Porque é tão difícil gerar fusão nuclear? Potencial da computação quântica
(25:46) De onde vem a energia nuclear?
(28:40) Progressos recentes. Record do National Ignition Facility (NIF) de Agosto 2021. Record do JET de Fevereiro de 2022. Projecto ITER. Fusão magnética vs inercial (laser). Investimento privado.
(39:00) O que explica progressos recentes? Cimeira na Casa Branca em Março.
(42:46) Desafios para tornar energia de fusão comercialmente viável.
(46:54) Como converter energia nuclear em electricidade? Aneutronic Fusion
(48:07) Há perigos na fusão nuclear, como na energia nuclear tradicional (de fissão)?
(50:30) O que estão a fazer as empresas privadas de diferente? Germany’s Wendelstein 7-X stellarator.
(55:39) Porque é que a Europa está a liderar a investigação nesta área?
(58:40) Que método é mais promissor: confinamento magnético ou inercial (laser)?
(01:02:13) Como a investigação nesta área ilumina a Astrofísica.
(01:04:44) Previsões: quando vamos conseguir tornar a energia de fusão viável?
Livros recomendados: The Star Builders, de Arthur Turrell. Star Power, de Alain Bécoulet
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Todos sabemos que, para fazer face às alterações climáticas, o Mundo tem forçosamente de diminuir o consumo de energias fósseis. O petróleo e o gás são, além disso, altamente sensíveis a perturbações geopolíticas, como os últimos meses têm mostrado, com impacto directo na vida das pessoas. No entanto, a verdade é que a energia é necessária, e as energias renováveis ainda não permitem fazer face às necessidades energéticas, de tal forma que o grosso da energia consumida no mundo continua a ser de combustíveis fósseis.
Mas e se vos dissesse que existe uma fonte de energia alternativa que não emite dióxido de carbono para a atmosfera, tem um baixo risco associado e é, além disso, virtualmente ilimitada? Parece exagero, mas é verdade. Chama-se energia de fusão nuclear. Esta energia é ainda mais poderosa do que a energia nuclear clássica (de fissão), utiliza matérias ilimitadas (átomos e isótopos de hidrogénio) e, ao contrário daquela, produz muito pouca radioactividade. E se vos dissesse, ainda, que tem havido nos últimos tempos avanços promissores que podem tornar esta energia viável nas próximas décadas?
Há muito tempo, há quase um século, que sabemos que é possível produzir energia de fusão. Por uma razão simples: é ela a fonte de energia do Sol, onde as altas temperaturas e a enorme gravidade geram a fusão de átomos de hidrogénio. No entanto, conseguir gerar este tipo de reacção na terra tem-se revelado muito difícil. Esta dificuldade é de tal forma, que há até uma piada batida no meio: “faltam só 30 anos até termos energia de fusão… e hão-de sempre faltar!”.
Abordei a energia de fusão pela primeira vez no 45 Graus, no final de 2018, no episódio 42, com Luís O. Silva, físico e professor do Técnico. Em qualquer outra altura das últimas décadas, é quase certo que um episódio gravado há 3 anos continuaria perfeitamente actual. No entanto, desta vez não é assim -- e por bons motivos. Tem havido nos últimos anos desenvolvimentos importantes nesta área. Só no último ano, verificaram-se dois dos maiores avanços concretos das últimas décadas no caminho para produzir energia de fusão. Em Agosto do ano passado, nos EUA, a National Ignition Facility (NIF) bateu o record no que toca ao rácio de energia gerada pelo processo de fusão nuclear face à energia que foi necessário injectar para accionar a fusão (a energia gerada continua a ser menos do que a energia injectada, mas é um resultado muito promissor). E mais recentemente, em fevereiro deste ano (o que, em Ciência, é o mesmo que dizer -- ontem), o laboratório JET, no Reino Unido, bateu o record do máximo de energia total gerada pelo processo de fusão. Ainda faltam muitos passos para tornar esta energia viável, mas estes são dois progressos muito importantes; de tal forma que ainda em Março houve uma cimeira importante sobre o tema organizada pelo governo norte-americano.
Ao mesmo tempo, estes progressos e o imperativo de encontrar soluções para as alterações climáticas tem levado a um aumento do investimento, inclusive privado, com dezenas de novas empresas a tentarem, actualmente, serem as primeiras a produzir energia de fusão viável.
Parece por isso, finalmente, que podemos ter uma expectativa realista de ver avanços importantes nesta área no futuro próximo.
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Ludwig Krippahl é investigador e formador na área da bioinformática. Até 2022, foi professor de Ciência da Computação na FCT-NOVA, onde se doutorou em Bioquímica Estrutural (2003) e onde lecionou programação, bioinformática, aprendizagem automática e redes neuronais. Ensina também há muitos anos pensamento crítico.
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(0:00) Introdução
(1:31) Limites da inteligência individual e a ideia de progresso
(13:23) A análise política devia ter uma abordagem mais científica?
(24:17) Pensamento Crítico | Argumentos vs explicações